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Covas afirmou que vai buscar alianças com partidos de esquerda e de direita. Declaração foi dada em entrevista à radio CBN na manhã desta quinta-feira

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Mister Shadow / ASI / Agência O Globo
Mesmo com câncer, Covas irá tentar reeleição

O prefeito de São Paulo Bruno Covas (PSDB) anunciou, nesta quinta-feira, que será candidato à reeleição para a prefeitura, no segundo semestre deste ano. A declaração foi dada durante uma entrevista à rádio CBN .

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"Falei que só iria falar das eleições em 2020. Chegou a gora. Sou candidato à reeleição com a maior quantidade possível de partidos", afirmou o prefeito de São Paulo . Sobre prováveis alianças de esquerda, citou nomes como Cidadania, Rede e PSB. De direita, Covas falou nos partidos Progressistas, Republicanos e no PL.

Covas trata desde outubro um câncer no aparelho digestivo com metástase no fígado e lesões no sistema linfático. Em dezembro, ele terminou a quarta sessão de quimioterapia. Até fevereiro, será submetido a mais quatro. Questionado sobre prováveis alianças durante as eleições, o prefeito afirmou que "quer montar o maior arco possível" com partidos de direita e esquerda.

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Desde o fim do ano, o prefeito não tem cumprido agendas externas por causa do tratamento oncológido. Segundo ele, a recomendação médica é evitar inaugurações e lugares com grande quantidade de pessoas devido à baixa imunidade em decorrência do câncer. Por enquanto, tem gravado vídeos e acompanhado o dia a dia pela internet.  "A gente acaba se adaptando à nova realidade", disse o prefeito de São Paulo.

Durante a entrevista, o prefeito foi questionado por ouvintes sobre uma série de assuntos. Entre eles, o fato de usar hospitais privados em seu tratamento de câncer ao invés de hospitais públicos. "Quem paga a conta do tratamento é meu plano de saúde, que eu pago todo mês. Não sou obrigado a ter um tipo único de tratamento. A gente não vive em um país comunista, é um país capitalista", declarou.

O prefeito também fez um balanço sobre 2019 na prefeitura, falou de cortes no orçamento, impasses envolvendos taxistas e motoristas de aplicativos e, por fim, criticou o governo Bolsonaro.

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"Falou-se falou tanta bobagem em relação à aquecimento global e queimadas na Amazônia que o produto brasileiro vem, na verdade, perdendo valor no estrangeiro. Eu espero que o governo possa retomar cada vez mais o crescimento econômico. Não sou aliado do Bolsonaro, não votei no Bolsonaro e não me sinto representado por Bolsonaro, mas espero que o país possa voltar a crescer 2, 3, 4 ou 5% e que as pessoas voltem a ter mais emprego", afirmou Covas.