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Professora aposentada, que tem chip magnético implantado na coluna, disse que os funcionários da loja negaram desligamento de um detector de metais

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Reprodução
Mulher chegou a apresentar carteirinha, mas ainda assim não teve auxílio dos funcionários

A aposentada Valéria Pereira , de 58 anos, reclama que foi impedida de entrar no supermercado Extra do Shopping Grande Rio , em São João de Meriti , na Baixada Fluminense , na noite do último sábado. Deficiente física e portadora de um chip magnético implantado na coluna, a professora alega que não poderia passar por aparelhos detectores de metais por causa do equipamento. Mas, ao pedir o desligamento do dispositivo para que conseguisse entrar na loja, recebeu de um funcionário a resposta de que o aparelho "não poderia ser desligado".

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"Apresentei a minha identidade junto com o cartão PcD (Pessoa com Deficiência), informando sobre o implante, para eles saberem que eu não conseguiria passar. Ainda expliquei que, dependendo da frequência da máquina, poderia descontrolar o chip e ele explodir dentro de mim", explica Valéria.

A aposentada disse que esperou sozinha por cerca de 30 minutos, em pé, em frente à entrada do supermercado. A solução dada pelos funcionários da loja foi que ela entrasse pelo terminal de cargas, que fica na parte de fora do shopping, mas a cliente não aceitou.

"O rapaz disse que não poderia desligar o detector de metal, pois não sabia como fazer e que se eu quisesse entrar teria que ser pelo lado de cargas. Achei aquilo um absurdo, pedi para chamar o gerente, aguardei em pé, sendo que não posso ficar muito tempo assim, e com meu pé lesionado e inchado", reclama.

O momento em que o gerente atendeu à aposentada foi filmado por ela e postado pela filha nas redes sociais. No vídeo, é possível ver que o funcionário não resolve o problema da aposentada e ainda dá as costas para ela.

"Meu acesso foi negado como cidadã e como consumidora. Minha família tá indignada. Por estar sozinha, me senti completamente desprotegida. Ainda mais sendo mulher, deficiente, lidando com dois homens. Só de isso ser divulgado para outras pessoas como eu, ainda como informação, já vai ser de grande valia, para elas terem noção sobre os seus direitos", ressalta.

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Procurada pelo DIA , o Extra disse, em nota, lamentar o ocorrido e informou que a unidade já recebeu orientações sobre como deve proceder em casos semelhantes.

Veja a íntegra da nota

O Extra lamenta que o atendimento realizado pelos funcionários não tenha sido satisfatório e esclarece que, por uma falha operacional, o alarme da entrada não pode ser desligado - o que levou a loja a direcionar a cliente para uma entrada alternativa, próxima ao local em que estava. Foi oferecida uma cadeira de rodas para o deslocamento, o que foi negada pela cliente. A rede já advertiu a loja quanto a falha no atendimento e a reorientou quanto ao correto desligamento do alarme, evitando que situações como essa ocorram novamente.