Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, virou réu por crimes de fraudes em licitação
Brenno Carvalho / Agência O Globo
Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, virou réu por crimes de fraudes em licitação

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio reformou decisão da primeira instância e tornou réu Rivaldo Barbosa , ex-chefe da Polícia Civil. Ele foi denunciado no ano passado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro junto com outros quatro delegados por crimes contra a Lei de Licitações. Além dele, tornou-se réu Carlos Leba , outro ex-chefe da Polícia Civil. A decisão da 2ª Câmara Criminal foi unânime.

Leia também: Polícia Federal realiza operação contra tráfico de drogas em quatro estados

O MP acusou o grupo de ter deixado de fazer licitações fora dos casos permitidos pela lei. Os processos eram para contratar a prestação de serviços de informática para atender delegacias em todo o estado. Em pouco mais de um ano, a Polícia Civil fez três contatos emergenciais, que dispensam licitação, e que ultrapassam R$ 19 milhões.

Você viu?

A decisão da 2ª Câmara Criminal reformou a decisão da juíza Gisele Guida, da 38ª Vara Criminal, que tinha rejeitado a denúncia do MP. Para ela, na denúncia apresentada, não havia “indícios de dano ao erário e prejuízos aos cofres públicos”.

Na ocasião da denúncia, Barbosa negou irregularidades e a Polícia Civil divulgou nota afirmando que "a contratação foi feita em regime de emergência para que o banco de dados da polícia não fosse paralisado, o que geraria incalculáveis prejuízos ao trabalho da instituição e à prestação do serviço público essencial à sociedade”.

Leia também: Polícia Federal faz busca e apreensão contra vereadores de cidade da Paraíba

Na nota, Barbosa disse ainda que “agiu com extremo zelo, transparência e, sobretudo, com responsabilidade social, como tem feito durante toda sua carreira pública. Diante disso, estranha o oferecimento de denúncia antes de criteriosa apuração e ao menos ter sido ouvido a respeito dos fatos". Procurada nesta terça-feira (3), a Polícia Civil disse que não iria comentar.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários