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A decisão foi deferida pelo juiz Alexandre Rizzi, da 1ª Vara Criminal de Santarém, local em que os mandados de prisão foram expedidos no Pará

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Divulgação
Segundo advogado, policiais prenderam inocentes para "mostrar serviço"

Os quatro brigadistas acusados de incendiar áreas da Amazônia em Alter do Chão, no Pará, foram liberados da prisão preventiva nesta quinta-feira (28), pela Justiça do Estado do Pará. A decisão foi deferida pelo juiz Alexandre Rizzi, da 1ª  Vara Criminal de Santarém, local em que os mandados de prisão foram expedidos sob a justificativa de garantir "a ordem pública".

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O despacho do magistrado alega que os investigados foram ouvidos em depoimento, e que "tem residência fixa e ocupação lícita", o que garantiu que desaparecessem as razões que levaram a decretação da prisão . "A liberdade é a medida que se impõe". 

A decisão, no entanto, não significa qualquer juízo de absolvição. Os passaportes do quatro brigadistas, no entanto, ficaram sob a guarda da justiça . O grupo deve comparecer ao tribunal mensalmente e permanecer em casa entre 21h e 6h. 

Troca de investigadores

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), determinou também nesta quinta-feira (28) a troca da chefia da investigação sobre o caso que mantinha detidos os quatro brigadistas. A defesa dos acusados e entidades nacionais e internacionais acusavam a Polícia Civil agir com base em provas arbitrárias. 

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O inquérito antes era conduzido pela Polícia Civil de Santarém e passou a ser comandado pela Delegacia Especializada em Meio Ambiente, que tem como diretor Waldir Freire. A mudança teve como objetivo esclarecer da forma mais rápida e transparente possível. Barbalho disse, ainda, que "ninguém está acima da lei, mas também ninguém pode ser condenado antes de esclarecer os fatos".