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Família e advogados estão impedidos de ter acesso às investigações desde a semana passada, quando inquérito ficou sob segredo de Justiça

Ágatha sorrindo com balões na mão arrow-options
Arquivo pessoal
Menina Ágatha Vitória foi atingida com tiro de fuzil nas costas

A mãe da menina Ágatha Vitória, Vanessa Francisco Sales, de 32 anos, esteve esteve nesta terça-feira (5) na Delegacia de Homicídio para cobrar respostas pela morte da filha, que completa hoje 45 dias. A família e os advogados estão impedidos de ter acesso às investigações desde a semana passada quando, segundo o procurador da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ , o advogado Rodrigo Mondego, o inquérito ficou sob segredo de Justiça.

"A gente não tem acesso ao caso porque está sigiloso. Até quando vai estar? Quando vai sair essa resposta? Até quando? Até quando?", questionou Vanessa, emocionada. "No dia que eles (polícia) conversaram comigo, disseram que iam fazer o possível para que em 30 dias (concluir a investigação). É claro que como ele disse (o delegado) ninguém tem prioridade. Mas eu como mãe quero uma resposta."

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Ágatha Vitória Félix foi morta na noite do dia 20 de setembro, com um tiro nas costas dado por um dos policiais que fazia uma operação contra o crime organizado no Complexo do Alemão. Um inquérito foi aberto para apurar as circunstâncias da morte.

Ágatha morava na Fazendinha , uma das comunidades do complexo de favelas do Alemão, na zona norte do Rio. Ela foi atingida por vor volta das 21h rua Antônio Austregésilo, quando ela voltava para casa com a mãe, em uma perua Kombi que faz transporte local.

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Onze policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha patrulhavam a região e testemunhas afirmam que um deles foi o autor do disparo. A PM alega que havia tiroteio entre os policiais e o garupa de uma moto que passava pelo local.