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Ágatha Félix, de 8 anos, foi baleada quando estava em uma Kombi com a mãe, na comunidade da Fazendinha, no Rio de Janeiro, há duas semanas

Agência Brasil

Ato em memória da menina Ágatha arrow-options
Marcelo Regua / Agência O Globo
Ato ecumênico em frente ao Palácio Guanabara lembrou a menina Ágatha,

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) informou nesta sexta-feira (4) que vai representar, extrajudicialmente e judicialmente, os pais da menina Ágatha Felix, que morreu após ser atingida por um tiro no último dia 20, no Complexo do Alemão. O órgão afirma que buscará a "reparação moral e material devida aos familiares da menina".

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Vanessa Sales Félix e Adegilson Lima, pais da menina Ágatha , foram recebidos na quinta-feira (3) pelo Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) da DPRJ, após encaminhamento da Comissão de Direitos Humanos da seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Ágatha Félix, de 8 anos, foi baleada quando estava em uma Kombi com a mãe, na comunidade da Fazendinha. A Polícia Militar diz que houve confronto entre policiais e traficantes. Já os familiares de Ágatha e o motorista da Kombi afirmam que não houve tiroteio.

A menina chegou a ser socorrida e levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Alemão, e depois transferida para o Hospital Getúlio Vargas, onde foi operada durante cinco horas. Ágatha não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 21.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital, da Polícia Civil, que realizou uma reconstituição do caso na última terça-feira. Apenas três policiais militares, dos 11 convidados a participar, colaboraram.

Denúncia

O governador, Wilson Witzel, disse ontem que será apurada "com rigor" uma denúncia de que PMs  teriam entrado no Hospital Getúlio Vargas para tentar obter a bala que atingiu a menina Ágatha e causou sua morte.

Em nota, a Polícia Militar informou que a conduta dos PMs "em relação ao triste episódio" é objeto de apuração de Inquérito Policial Militar. A PM afirma ainda que "a presença de policiais militares em unidades de saúde checando e colhendo informações sobre a entrada de vítimas de disparos de arma de fogo faz parte das rotinas de atuação das equipes durante o serviço".

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Já a Polícia Civil informou que ainda "não há nada nos autos" do inquérito sobre suposta tentativa de ocultamento de provas.