O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), João Carlos de Jesus Corrêa
ELZA FIÚZA / AGÊNCIA BRASIL
O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), João Carlos de Jesus Corrêa

Após 16 dias de impasse, a demissão do presidente do Instituto de Reforma Agrária ( Incra ), João Carlos de Jesus Corrêa, que é general do Exército, foi oficializada. Ele será substituído por Geraldo José da Camara Ferreira de Melo Filho, que é assessor do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

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A exoneração do general foi publicada nesta quinta-feira (17) no Diário Oficial da União, mas estava anunciada desde o fim de setembro . Ele estava no Incra desde fevereiro. O pivô da demissão foi o secretario de assuntos fundiários do Ministerio da Agricultura, Nabhan Garcia, que tinha divergências com o general sobre o processo de titularização de terras públicas.

A bancada ruralista pressionava o general e o criticava por ter diminuído o ritmo de entrega de documentos em relação ao registrado no governo Temer.O general vinha sendo criticado por integrantes da bancada por causa da demora no processo de regularização fundiária conduzido pelo órgão. A gota d’água teria ocorrido durante audiências públicas da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários nas quais Corrêa foi alvo de críticas generalizadas.

A demissão de Corrêa era esperada desde 30 de setembro, quando o presidente Jair Bolsonaro e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina , se reuniram para discutir a atuação do ex-presidente do Incra e outros cinco diretores do órgão. Tereza Cristina, porém, relutava em demitir Corrêa, mas acabou cedendo.

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Desde o início de sua gestão, Corrêa foi alvo de críticas de ruralistas. Uma das principais reclamações era a de que o general não mantinha interlocução com os parlamentares que o procuravam. Nos bastidores, o Incra era chamado pelos deputados de “quartel-general”, em alusão ao número de militares nomeados para cargos no órgão.

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