Famílias desalojadas têm perspectivas de voltarem às suas rotinas
Diogo Antunes/Photopress/Agência O Globo
Bombeiros continuam buscando por vítimas da tragédia em Brumadinho



Na última terça-feira (24), a mineradora Vale detalhou os projetos para estruturas de contenção nas barragens B3/B4, em São Sebastião das Águas Claras (Macacos), distrito de Nova Lima, na Grande BH; Forquilhas I, II, III e IV, em Itabirito, na Região Central; e Sul Superior, em Barão de Cocais, na mesma região. A primeira obra será realizada em Macacos, com previsão de entrega para dezembro deste ano.

Segundo informações do Jornal Estado de Minas, depois de oito meses do rompimento da barragem de Brumadinho , na grande BH, as 1,2 mil pessoas afetadas têm perspectiva de datas para retomarem suas rotinas. Segundo a mineradora , as estruturas de contenção terão capacidade de reter o rejeito das barragens , caso haja outro cenário extremo de rompimento.

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O prazo é que todas as obras fiquem prontas até fevereiro de 2020, entretanto, moradores que viviam entre a barragem e os muros de contenção, principalmente em Barão dos Cocais, só poderão voltar para a casa após a retirada de rejeitos e a revegetação da área, em um prazo de até cinco anos, segundo a mineradora. 

Além das 115 famílias diretamente afetadas, que continuam em moradias provisórias desde o dia 25 de janeiro deste ano - dia do rompimento da barragem em Brumadinho - 107 famílias tiveram que sair às pressas de suas moradias em Nova Lima e estão hospedadas em hotéis, pousadas e casas de parentes desde 16 de fevereiro deste ano; cerca de 18 famílias estão vivendo em casas alugadas pela empresa. Em Barão de Cocais são 196 famílias fora de suas casas desde 8 de fevereiro. Em Itabirito, 12 pessoas estão em moradias provisórias e casas de parentes desde 23 de março.

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A estimativa da mineradora é de que as obras de contenção anunciadas nas três cidades de Minas Gerais chegarão a R$ 1,5 bilhão, orçamento que faz parte do pacote de 7,1 bilhões avaliado para descaracterização de nove represas de rejeitos que atingiram o nível de segurança 3 - o mais alto na escala de risco

Segundo Marcelo Klein, o diretor especial de Reparação e Desenvolvimento da Vale , a contenção não tem riscos para a população local e será composta de uma grande estrutura física para conter os impactos em caso de rompimento , reduzindo, desta vez, tanto o impacto ambiental quanto o social .

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O diretor ainda afirmou que foram instalados piezômetros, células robóticas e radares que detectam pequenos movimentos nas nove represas que ainda apresentam riscos. “Até a construção da contenção, a segurança está sendo garantida pelo monitoramento, 24 horas por dia, de qualquer desvio que a barragem possa oferecer”, afirmou.


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