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Rubinho é querido pelos frequentadores do local em Copacabana, mas tinha sido impedido de circular

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Pedro Teixeira/Agência O Globo
Gato Rubinho poderá frequentar galeria no Rio de Janeiro


O gato Rubinho amanheceu respirando aliviado na manhã desta sexta-feira (20) graças à uma decisão judicial que garantiu o seu direito de circular livremente pela sua casa, a Galeria Cidade de Copacabana, na rua Siqueira Campos. Em abril do último ano, o gatinho foi proibido de circular fora da coleira pelos corredores da galeria. Três meses depois, em setembro, a juíza Marcia Correia Hollanda, da 47ª Vara Cível do Rio, concedeu uma tutela de urgência que permitia a sua livre circulação. Nesta quinta-feira, a mesma magistrada confirmou em sentença a liberdade do gatinho de bater patas pelo local.

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"Foi uma vítória, ficamos felizes. O Rubinho já sente que agora tem mais liberdade, está voltando a circular", disse Pedro Duarte Correia, de 83 anos, dono do gato .

Na decisão, a juíza afirma que “a restrição imposta pelo condomínio ao autor não se mostrou legítima, por não ter sido comprovado algum fato concreto de que Rubinho provocou ou irá provocar prejuízos à segurança, à higiene, à saúde e ao sossego dos demais moradores” e que as penalidades por descumprimento da ordem de circular sem o uso de coleira devem ser retiradas. O tempo de permanência de Rubinho no local e o “hábito consolidado pelo tempo” de circular pela galeria também foram considerados pela magistrada.

Raimundo Torres, que também é dono de uma loja na galeria, divide a guarda do Rubinho Correia (sim, ele tem nome e sobrenome!) com o Pedro. Ele lembra que o gato, de aproximadamente 13 anos, não gosta de ficar sozinho e estranhou quando foi impedido de circular pelas galerias. Agora, Rubinho já está se recuperando dos tempos de confinamento, mas ainda anda desconfiado pelos corredores.

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"Ele é um gatinho muito inteligente, em nenhum momento precisamos prender ele. Por conta própria parou de circular pelos corredores. Agora, ele sai da loja do Pedro só para ir até a minha. Mas ele anda sempre rápido, pelo cantinho dos corredores. Ainda se sente meio preso", conta Raimundo, que é casado com a Thereza, considerada a madrinho do Rubinho.

Os clientes também comemoraram a liberdade de Rubinho . Pelos corredores, muitos comentavam a decisão judicial e até a loja do Pedro só para cumprimentar o gatinho pela vitória, como Juliana e Fernando, que assim que souberam da novidade, adicionaram esse compromisso na lista de afazeres do dia.

"Quando soubemos da notícia viemos direto pra cá. Somos fãs do Rubinho, ficamos muito felizes. Ele é a alegria desse lugar", ressalta Fernando.