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Presidente afirmou que "foi uma invasão criminosa", mas não teve o mesmo problema porque não troca mensagens privadas em seu telefone; entenda

O presidente Jair Bolsonaro foi questionado neste sábado (27) sobre a  possível destruição das mensagens obtidas nas investigações da "Operação Spoofing" sobre os hackers e mencionada pelo ministro da Justiça, Sergio Moro.

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Divulgação
Jair Bolsonaro participou neste sábado (27) da formatura anual da turma de paraquedistas das Forças Armadas, no Rio

Bolsonaro participou nesta manhã da formatura anual da turma de novos paraquedistas das Forças Armadas no 26º Batalhão de Infantaria Paraquedista, na Vila Militar, na Zona Oeste do Rio. Ao todo, foram 638 formandos.

"A decisão de possível destruição não é dele [ Sergio Moro  ]. Podemos pensar e torcer por alguma coisa, mas o Moro não fará nada do que a lei não permite. Agora, foi uma invasão criminosa. Eu não tive esse problema porque nada trato de reservado nos meus telefones", afirmou.

Depois fez uma alusão à investigação sobre o filho, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que alega ter tido o sigilo quebrado nos relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) "Invadir a privacidade das pessoas, quebrar sigilo sem autorização judicial, também é crime", completou. 

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Os relatórios do Coaf, porém, são feitos a partir de comunicação dos bancos a partir de operações atípicas. Não são propriamente  o sigilo bancário.

Ao final, o presidente Bolsonaro comentou o  uso de helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) por seus parentes para ir ao casamento do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).