Tamanho do texto

Preso pela PF diz que colega teria intenção de vender mensagens ao partido

Bandeira PT arrow-options
Reprodução/Facebook
"É criminosa a tentativa de envolver o PT num caso em que é Moro que tem de explicar", diz a nota do partido

O PT afirmou que o inquérito que apura a invasão do  celular do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, se tornou uma armação contra o partido. Em nota divulgada na noite de quarta-feira, a sigla destacou que as investigações da PF “confirmam a autenticidade das conversas ilegais e escandalosas que Moro tentou desqualificar nas últimas semanas”.

Leia também: Mãe de pastor morto ataca Flordelis: "Nora que é nora não faz isso"

Em um depoimento de mais de quatro horas à Polícia Federal (PF), um dos quatro presos da Operação Spoofing, o DJ Gustavo Henrique Elias Santos, disse nesta quarta-feira que, segundo o amigo Walter Delgatti Neto, as mensagens capturadas de aplicativos Moro e outras autoridades seriam vendidas para o  PT . Também detido, Delgatti teria confessado que invadiu contas de Telegram de Moro e do procurador Deltan Dallagnol.

Santos não soube dizer aos investigadores, no entanto, se o negócio teria se concretizado e nem se houve tratativas entre Delgatti e emissários do partido . Em nota, o PT classificou a citação a ele como "criminosa".

"É criminosa a tentativa de envolver o PT num caso em que é Moro que tem de explicar e em que o maior implicado é filiado ao DEM ", diz trecho da nota petista .

Santos e a mulher, Suelen Priscila de Oliveira, além de Delgatti e um quarto suspeito identificado como Danilo Cristiano de Oliveira, foram presos nesta terça-feira sob a acusação de invadir aplicativos de autoridades. Ao todo, o grupo teria atacado mil celulares.

O advogado Ariovaldo Moreira disse ainda que, segundo seu cliente [Santos], Delgatti era afinado com as ideias do PT . Moreira não soube explicar, no entanto, como Delgatti teria afinidade com o PT se é filiado ao DEM desde 2007.

Santos e a mulher, Suelen Priscila de Oliveira, além de Delgatti e um quarto suspeito identificado como Danilo Cristiano de Oliveira, foram presos nesta terça-feira sob a acusação de invadir aplicativos de autoridades. Ao todo, o grupo teria atacado mil celulares.

Leia também: “Continuamos a morrer um pouco a cada dia”, diz mãe de vítima de Brumadinho

Na investigação das invasões, a PF identificou movimentações suspeitas nas contas de Santos e Suelen. Segundo a PF, entre abril e junho de 2018, o ex-DJ movimentou R$ 424 mil. Já nas contas de Suelen, foram identificadas transações de R$ 203 mil entre março e maio de 2019. Os agentes ainda encontraram R$ 100 mil na residência do casal. Moreira afirmou que o dinheiro tem fonte lícita, fruto de operações do cliente com criptomoedas.

Desde 2011, Delgatti vem sendo alvo de inquéritos e processos diversos por crimes como clonagem de cartões de crédito, falsificação de documentos e estelionato.