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Juiz Vallisney cobrou informações de corretoras de criptomoedas para saber se grupo que invadiu celular de Moro fez movimentações com moeda digital

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Pixabay/Creative Commons
Quatro supostos hackers foram presos nessa terça-feira no âmbito da Operação Spoofing

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, atendeu a pedidos da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) para que três corretoras de criptomoedas sejam notificadas para informar se os hackers presos na Operação Spoofing fizeram transações com bitcoins.

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As empresas Foxbit, Braziiex e Mercado Biticoin deverão informar a PF e o MPF se existem carteiras era nome dos quatro investigados por suposta invasão aos celulares do ministro da Justiça, Sergio Moro, e de outras autoridades. A decisão do juiz Vallisney cobra dados sobre o saldo dos investigados e possíveis movimentações de compra e venda de criptomoedas desde 1º de janeiro do ano passado.

Os investigadores que apuraram a atuação de Walter Delgatti Neto, Danilo Cristiano Marques, Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Priscila Oliveira já identificaram movimentações financeiras desses dois últimos. Embora Gustavo tenha renda mensal de R$ 2.866 e Suelen, de R$ 2.92, ambos movimentaram cerca de R$ 627 mil entre abril de 2018 e maio deste ano.

O advogado de Gustavo, Ariovaldo Moreira, disse nesta quarta-feira (24), que os valores encontrados durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na Operação Spoofing se referem justamente a rendimentos com transações de criptomoedas .

Além de cobrar informações das corretoras de moedas digitais, o juiz Vallisney também determinou a quebra do sigilo telefônico e telemático do grupo de hackers, a apreensão de documentos, celulares e computadores, e o bloqueio de quaisquer quantias acima de R$ 1 mil encontrados em nome dos investigados.