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Para a defesa da ex-mulher do dono da Yoki, a punição era muito elevada, já que a condenada era ré primária e sua confissão não teria sido considerada

Elize
Reprodução/TV Globo
De acordo com a ré, em meio a uma das brigas do casal, Elize atirou na têmpora de Marcos e dividiu o corpo em seis partes

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a pena de 19 anos, 11 meses e um dia de prisão de ElizeMatsunaga . Ela foi condenada por matar e esquartejar o próprio marido, Marcos Matsunaga, herdeiro da empresa Yoki.

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A Corte negou o recurso especial que contestava a decisão do Tribunal do Júri de São Paulo. A defesa de Elize Matsunaga argumentou que a punição era muito elevada, "pois a condenada era ré primária e sua confissão do crime não teria sido considerada".

 Antes, a defesa também havia sustentado que ela cometeu o crime sob forte emoção, após ter sido agredida por Matsunaga, que teria uma amante. O relatório final do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa ( DHPP ) concluiu que ela agiu sozinha.

O advogado Luiz Flávio Borges D'Urso, assistente da acusação que representou a família da vítima, disse que a decisão do STJ foi justa.

"O crime foi gravíssimo, atingindo não só a vítima que morreu e foi esquartejada, mas também sua família que sofre até hoje com as consequências dessa morte brutal, além da pequena filha do casal que ficará marcada para sempre por essa tragédia", afirma ele.

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Marcos Matsunaga era diretor-executivo e neto do fundador da empresa de alimentos Yoki e foi assassinado em 19 de maio de 2012. Ele foi morto com um tiro à queima-roupa na cabeça e, depois, esquartejado por Elize. Na época, câmeras de segurança do prédio onde o casal morava captaram o momento em que Elize deixou o apartamento com malas onde estavam pedaços do corpo de Marcos. Ela então os desovou numa estrada de Cotia, na Grande São Paulo.