Tamanho do texto

Secretaria de Segurança Pública acusa manifestantes de "incêndio" e "depredação"; Boulos pede "imediata libertação" para estudantes detidos

Manifestantes na Avenida Paulista
João Cesar Diaz/iG São Paulo - 14.6.19
Manifestantes na Avenida Paulista em ato pró-greve geral

Catorze pessoas foram presas ao longo desta sexta-feira (14), em São Paulo, em razão das manifestações que fazem parte da programação da greve geral contra a reforma da
Previdência defendida pelo governo Jair Bolsonaro (PSL).

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou as prisões. Segundo o órgão, dez  manifestantes foram detidas por "incêndio e dano" durante ato na Avenida Francisco Morato, que fica próxima à Universidade de São Paulo (USP). Eles foram encaminhados ao Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

Leia também: Haddad ataca Bolsonaro durante ato contra reforma da Previdência na Av. Paulista

Guilherme Boulos, ex-presidenciável pelo PSOL e líder do MTST, criticou as prisões e falou em 11 pessoas detidas, entre estudantes e servidores da USP. "Absurdo! Polícia prendeu 11 estudantes da USP que estavam fazendo manifestação de apoio à Greve Geral em São Paulo. Exigimos a imediata libertação. E o direito à manifestação? Vai ser revogado por decreto?", questionou Boulos em seu Twitter.

De acordo com a assessoria do vereador Eduardo Suplicy (PT-SP), ele foi até o Deic para tentar a liberação dos estudantes.

Leia também: Greve limita operação do Metrô e causa congestionamento acima da média em SP

Os outros quatro manifestantes foram presos em Sorocaba por "depredarem um micro-ônibus e ameaçarem o motorista". Eles foram liberadas após prestarem depoimento e o caso é investigado pelo 5º DP de Sorocaba, também segundo a SSP.