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Médium ficou mais de dois meses internado em um hospital de Goiânia para cuidar de um aneurisma e agora, recuperado, retorna para a prisão

João de Deus na prisão
Reprodução
João de Deus retornou para a prisão após se recuperar de um aneurisma


O médium João de Deus retornou para o Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia, depois de se recuperar de um aneurisma em um hospital da capital goiana. O acusado de cometer abusos sexuais ficou mais de dois meses internado. Ele ainda possui acusações de porte ilegal armas e corrupção de testemunhas.

João de Deus , de 77 anos, precisou retornar para a prisão após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele está em prisão preventiva.

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O juiz Nefi Cordeiro autorizou em 21 de março, a primeira saída de João de Deus do Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia, para ser internado no Instituto de Neurologia de Goiânia.

Na ocasião, Cordeiro atendeu a um pedido da defesa, que alegou que o médium  tem problemas de pressão arterial e um "aneurisma da aorta abdominal com dissecção e alto risco de ruptura", segundo os advogados. 

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A decisão monocrática (individual) chegou a ser confirmada pela Sexta Turma em 11 de abril, mas agora o mesmo colegiado decidiu, assim como o relator, que a melhora no quadro de saúde do médium não justifica mais que ele fique fora da prisão .

Votaram junto com o relator os ministros Laurita Vaz, Rogerio Schietti Cruz e Antonio Saldanha Palheiro. Apenas o ministro Sebastião Reis Júnior votou em contrário.

Na semana passada, o advogado Alex Neder, um dos defensores de João de Deus, disse que o quadro clínico do médium ainda exigia cuidados médicos contínuos. Com base em relatórios médicos, seus advogados alegam que ele não tem condições de regressar à prisão.

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João de Deus foi preso preventivamente em 16 de dezembro, acusado de ter abusado sexualmente de dezenas de frequentadoras do centro espírita fundado por ele em Abadiânia (GO).

Até o momento, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) apresentou nove denúncias contra João de Deus. Na mais recente, apresentada na semana passada, os promotores o acusaram de ter estuprado seis mulheres que não figuram em queixas apresentadas anteriormente.

Nas demais denúncias,  João de Deus  é acusado de crimes como estupro de vulnerável e violação sexual. Segundo o MP, os crimes ocorreram ao menos desde 1990, sendo interrompidos em 2018, quando as primeiras denúncias foram divulgadas pela imprensa.