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Vale informa que primeiros fragmentos de talude atingiram cava, como era esperado desde o dia 21, mas não foram causados prejuízos à barragem

Barão de cocais
Divulgação/Vale
Paredão de mina em Barão de Cocais se solta após 10 dias de espera, mas não afeta barragem

A Vale informou nesta sexta-feira (31) que fragmentos de um paredão de Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG), descolaram e caíram na cava da mina sem causar grandes prejuízos à barragem Sul Superior, localizada a 1,5 km da estrutura.

Há 10 dias, autoridades e moradores de Barão de Cocais aguardavam a queda da estrutura , chamada tecnicamente de talude, apreensivos com a possibilidade de ela funcionar como um gatilho para a liquefação da barreira de contenção de rejeitos de minério.

De acordo com a mineradora, os blocos que caíram acabaram acomodados no fundo da cava, que está cheia de água. As primeiras avaliações, segundo nota enviada à imprensa, indicam que o material está deslizando de forma gradual, o que até o momento corrobora as expectativas de que o desprendimento do talude deverá ocorrer sem maiores consequências .

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Anteriormente, o governo de MG havia divulgado que havia entre 10% e 15% de chance de a barragem desabar após a queda do talude. Na quinta-feira (30), a velocidade de formação na porção inferior do paredão era de 24,6 cm por dia. Quando o prazo determinado pela Vale começou a contar, no dia 21, o processo acontecia a 9 cm diários.

Em pontos mais críticos, de maior ruptura, havia ontem um descolamento de 29,1 cm. O fim do praxo estava marcada para o último sábado, 25, mas a queda da estrutura só aconteceu nesta sexta, quase uma semana depois.

Ainda de acordo com a Vale, tanto o talude, quanto a cava e a barragem em Barão de Cocais seguem monitorados retomatamente 24h por dia. São utilizados radares, drones e uma estação robótica capaz de detectar movimentações milimétricas.