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Ana Cristina Pacheco Luciano estava internada em estado grave há quase um mês; acidente ocorreu após furto de combustível em Duque de Caxias

Menina faleceu
Arquivo pessoal/Reprodução/O Dia
Ana Cristina Pacheco Luciano estava internada há mais de um mês em hospital do Rio de Janeiro

Morreu, na manhã desta quinta-feira (23), a  menina que teve 80% do corpo queimado ao cair em uma poça de gasolina em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no último dia 26 de abril. A informação foi repassada pela mãe de Ana Cristina Pacheco Luciano, de 9 anos, a dona de casa Fernanda Pacheco, 26. Ao falar sobre a morte da filha, Fernanda estava muito abalada.

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Desde o dia do acidente, causado após  tentativa de roubo de gasolina em um duto da Transpetro, a pequena Ana estava internada em estado grave no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna. A Secretaria estadual de Saúde confirmou a morte da menina, mas não deu muitos detalhes da causa da morte.

Roubo de combustível

Ana Cristina e outras quatro pessoas ficaram feridas pelo vazamento do combustível, que aconteceu após uma tentativa de roubo de gasolina em um duto da Transpetro próximo à Estrada Rio D'Ouro, nos bairros Parque Capivari e Amapá. Além da criança, Olavo Pacífico de Santos, 51, e Antônio M. da Silva, 53, chegaram a ser hospitalizados. Os dois não tiveram ferimentos graves.

A menina ficou gravemente ferida após ter contato com gasolina tipo A. De acordo com a Transpetro, o combustível é mais forte e puro, já que não passou ainda pelo processo de refino, o que aumenta o risco de queimaduras ao simples toque.

Desmaio em poça

Na época, a mãe de Ana disse que a menina chegou a ficar desacordada sobre o combustível. Na ocasião, a criança passou por cirurgia para a retirada de pele queimada, chegando a ficar toda enfaixada e respirando com a ajuda de aparelhos.

"Ela já passou pela cirurgia, está sendo estabilizada, mas a pressão não estabiliza, não está reagindo aos medicamentos. Tem queimaduras por todo o corpo, desde o rosto às costas, ela está toda queimada", Fernanda disse, na época.

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O cachorro da família chegou a morrer na ocasião, por intoxicação causada pela fumaça liberada pela gasolina , que se espalhou pela região.