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Wellington Tavares da Silva foi demitido da Polícia Militar pois é um dos investigados no caso do desaparecimento no pedreiro Amarildo de Souza

Manifestante segura cartaz em protesto escrito
Gabriela Bilo/Futura Press
O desaparecimento de Amarildo de Souza gerou grande repercussão no Brasil

A Justiça do Rio julgou improcedente o pedido de reintegração à Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro de Wellington Tavares da Silva, um dos policiais investigados pelo desaparecimento, em julho de 2013, do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, morador da Favela da Rocinha, na zona sul da capital fluminense.

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A Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ) atuou contra o pedido feito pelo ex-servidor. O policial foi demitido como resultado de um processo administrativo disciplinar em função do caso Amarildo . O ex-policial recorreu da decisão, mas a Justiça não acatou a ação, mantendo-o afastado da Polícia Militar .

Ao todo, 25 policiais foram processados pelo desparecimento do pedreiro. Um deles morreu antes da decisão, e 12 foram condenados pelo sequestro, tortura, morte e ocultação do cadáver.

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A pena mais rigorosa foi a do então comandante da Unidade de Polícia Pacificadora ( UPP ) da Rocinha, major Edson Santos, condenado a 13 anos e sete meses de prisão. A decisão que decretou a prisão dos policiais também determinou que eles perdessem a função pública.

Em julho de 2013, Amarildo de Souza desapareceu após ser levado à UPP da Rocinha para interrogatórios. O caso gerou ampla repercussão.