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Acontece hoje uma assembleia geral e extraordinária da empresa; Articulação dos Atingidos e Atingidas pela Vale organizou a homenagem

Restos de veículo coberto por lama em Brumadinho
Divulgação/Embaixada de Israel
Rompimento da barragem da Vale em Brumadinho completou três meses sem muitas respostas

A sede da Vale amanheceu nesta terça-feira (30) com um memorial em homenagem às vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho, em Minas Gerais, há cerca de três meses. A Articulação dos Atingidos e Atingidas pela Vale, que também são acionistas minoritários da mineradora, distribuiu 233 placas com os nomes das vítimas fatais, e 37 placas com os nomes das pessoas ainda desaparecidas com o desastre de Brumadinho nos degraus da entrada da empresa. 

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“A iniciativa procura impedir que a dor das centenas de famílias mais duramente afetadas caia no esquecimento, e cobrar um posicionamento efetivo daqueles que de fato podem atuar sobre a conduta da empresa: os acionistas”, destacou em nota a Articulação que representa vítimas da tragédia de Brumadinho .

Hoje, ocorre a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária da Vale. No encontro com os acionistas, marcado para as 10h, os acionistas minoritários vão pedir a rejeição do Relatório de Administração referente às atividades da empresa em 2018, além de exigir a paralisação integral das atividades da mineradora e a destituição completa de sua diretoria. 

Segundo a associação das vítimas, a Vale vem criando empecilhos para que parentes das vítimas recebam ajuda, seja na obtenção de orientações adequadas nos postos de atendimento e no pagamento de parte das despesas com sepultamento e funeral dos mortos. Todos esses relatos serão feitos pelos acionistas durante a Assembleia. Eles também defendem que a diretoria atual seja substituída.

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"Esses pontos não são novos. Violações e mortes não ocorrem apenas nos desastres de Minas Gerais, são eventos frequentes em todos os locais onde a Vale atua, como é o caso de Carajás. Nas regiões Norte e Nordeste, o cenário tende a se agravar com o incremento das operações da Vale após os desastres do quadrilátero ferrífero", afirma Ana Paula Santos, acionista e integrante da Articulação, sobre o rompimento da barragem  de Brumadinho .