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Pagamento dos auxílios educação e acompanhamento médico e psicológico são algumas reivindicações dos familiares; muitos ainda buscam informações

dois parentes de vítimas de Brumadinho sentados participando de audiência pública
Alex de Jesus/O Tempo/Agência O Globo
Parentes de vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho em audiência na Câmara Municipal no dia 15 de março

Familiares de  vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na grande Belo Horizonte, se reuniram nesta segunda-feira (8) com representantes do Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais (MPT-MG). Os parentes cobram o cumprimento de acordos feitos com a Justiça.

Mais de dois meses depois do rompimento da barragem , moradores e parentes de vítimas de Brumadinho afirmam que os combinados feitos com a Vale após a tragédia não estão sendo integralmente cumpridos pela empresa. Eles reivindicam a emissão dos comunicados de acidente de trabalho (CATs), os pagamentos dos auxílios creche e educação e o acompanhamento médico e psicológico.

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Além disso, muitas pessoas foram à reunião em busca de informações. Eles não sabem, por exemplo, se com o fim do contrato em função da morte do trabalhador a família teria direito a receber os valores de aviso prévio, multa de 40% e FGTS.

Todos as falas da audiência foram gravadas para facilitar o acesso da Justiça às reclamações. Os procuradores orientam os familiares a não fazer negociações individuais com a Vale , apesar de a mineradora ter informado que eles poderiam optar por acordos desse tipo.

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Atualmente, aguarda julgamento uma ação coletiva do MPT que pede R$ 5 milhões de indenização e uma pensão vitalícia para cada família que perdeu um parente no rompimento da barragem . A Vale já foi obrigada a pagar, a partir de maio, ⅔ do salário do trabalhador às famílias até o fim do processo.