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Renata Sandroni recebia reclamações há dois meses de um homem que assediava várias mulheres na estação São Joaquim, na linha 1-Azul do Metrô

segurança do metrô
Reprodução/Facebook
Relato da segurança viralizou nas redes sociais

A agente de segurança Renata Sandroni, de 31 anos, levou um soco no rosto nessa terça-feira (23), ao abordar um homem que teria assediado diversas mulheres na estação São Joaquim, da linha 1-Azul do Metrô de São Paulo. 

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O relato de Renata repercutiu nas redes sociais nesta semana e teve quase 1 mil compartilhamentos. De acordo com a segurança , ela e um colega estavam fazendo uma ronda na estação à noite, em um horário de saída de estudantes, pois muitas mulheres reclamaram de assédio pelo mesmo homem no local recentemente.

"Já havia 2 meses que muitas mulheres reclamavam de um homem que tentava puxá-las pelo braço, falava algumas besteiras, e inclusive algumas disseram que ele às seguia até dentro da estação", escreveu Renata. Ela conta que os dois viram um homem tendo atitudes suspeitas e com as mesmas características relatadas pelas vítimas, então resolveram abordá-lo verbalmente, na estação São Joaquim .

"Logo que chegamos perto, ele já me deu um soco, que atingiu meus óculos e fez com que a lente cortasse minha pálpebra. Eu e meu parceiro então tivemos que imobilizá-lo para algemá-lo, mas os estudantes que passavam pelo local tentaram nos impedir, e para isso nos puxaram, arranharam, bateram", afirmou.

Ela disse ainda que uma testemunha pediu para que os estudantes parassem pois o suspeito era um assediador e tinha agredido Renata. "Mas mesmo me vendo com o rosto cheio de sangue, uma menina ainda disse que aquilo não era motivo para tratá-lo daquela forma, e as agressões continuaram. Outros estudantes nos ajudaram a conter o indivíduo e os agressores, e chegou outra dupla de seguranças em nosso apoio", conta a agente. 

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Renata afirma que não foi a primeira vez que sofreu uma agressão quando estava algemando alguém e fez um apelo nas redes sociais, pedindo que os passageiros procurem saber "o que realmente aconteceu" antes de criticarem os seguranças do Metrô . "Ninguém é algemado de graça. Ponham na cabeça de vocês que, para isso acontecer, a pessoa com certeza fez algo de errado ou até mesmo cometeu um crime", defendeu. 

"Você pode estar defendendo um ladrão, um homicida, um estuprador ou qualquer outro tipo de bandido que, se não for detido naquele momento, pode vir a agir contra você ou alguém da sua família em outra oportunidade. Nós não somos monstros, vermes, lixos ou qualquer outro adjetivo que usam para nos ofender. Nós somos trabalhadores, também temos uma família para sustentar e que espera nos ver vivos e inteiros após o trabalho", completou, agradecendo pela repercussão do caso. 

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De acordo com o jornal Agora São Paulo , o delegado Marcelo Monteiro, da Delegacia do Metropolitano (Delpom) informou que um termo circunstanciado de agressão foi feito contra o homem, mas ele foi liberado. A segurança foi levada ao pronto-socorro, levou seis pontos e passa bem. O Metrô informou, em nota, que Renata agora está afastada por licença médica.