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Prefeito do Rio lamentou e disse que novo protocolo já deveria ter sido implementado nas chuvas anteriores, em fevereiro, quando sete morreram

marcelo crivella
Agência Brasil
Crivella disse que pretende editar decreto com o novo protocolo a ser seguido em situações de emergência

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, disse, nessa terça-feira (9), que pretende editar decreto com o novo protocolo a ser seguido pelos órgãos municipais em situações de emergência provocadas por forte chuva na cidade. Logo que o município entrar em estágio de atenção, o prefeito e os secretários vão se reunir para definir, de imediato, ações em pontos estratégicos com as equipes da prefeitura, que buscarão minimizar os efeitos do temporal.

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De acordo com Crivella , será decidido por exemplo onde colocar as equipes da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb), as da Conservação, o pessoal de drenagem, enfim, todas que serão necessárias. “Vamos fazer até um decreto sobre isso: colocar as equipes nas ruas, já no estágio de atenção, em vez de tomar essa decisão quando as coisas se configuram com mais clareza”, afirmou.

O prefeito admitiu que esse novo protocolo já deveria ter sido implementado nas chuvas anteriores, como as que ocorreram nos dias 6 e 7 de fevereiro e deixaram sete mortos.“Já tinha pensado nisso, na crise que tivemos na vez passada. Infelizmente, não a implementamos como deveríamos. Agora, vai fazer parte de um protocolo, de um decreto”, acrescentou.

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Outra decisão anunciada pelo prefeito do Rio de Janeiro foi a de triplicar as equipes de conservação encarregadas da drenagem de ralos e bueiros. Esse aumento de equipes começa este ano e será concluída até o fim de 2020. Crivella lamentou as mortes ocorridas em decorrência do temporal de ontem - pelo menos 10 confirmadas até agora.

“Lamentamos profundamente as mortes que ocorreram e que nos levam, mais uma vez, a fazer um apelo às pessoas: não saiam de casa se não houver realmente necessidade; não toquem em nada que esteja eletrificado; se identificarem na sua casa qualquer fissura ou rachadura, sobretudo na estrutura, nas colunas, vigas e lajes, por favor, liguem para o 1746, para que a gente possa mandar o nosso pessoal da Defesa Civil verificar se há qualquer tipo de risco de desabamento”, disse Crivella .

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