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Reprodução/TV Globo
Daniel Rosa diz que investigação do caso Marielle Franco continuará sob sigilo

O delegado Daniel Rosa assumiu nesta segunda-feira (25) a Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro. Ele substitui Giniton Lages e, a partir de agora, será o responsável pela investigação das mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

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“A gente vai encarar esse desafio com muita naturalidade”, afirmou Daniel Rosa após assumir o cargo. Em seu discurso de posse, o delegado disse que vai lutar por um resultado satisfatório à frente da delegacia, sem mencionar o caso de Marielle Franco especificamente.  

Em entrevista à imprensa após a cerimônia, Daniel Rosa afirmou que o sigilo no caso será fundamental, como foi na primeira fase. O delegado não confirmou buscas por armas que teriam sido jogadas ao mar. O G1 publicou no sábado (23) que a polícia fez buscas em mar aberto após uma denúncia anônima, mas não encontrou armas que estariam na oficina de Ronnie Lessa e foram descartadas.

“Desde o anúncio dessa mudança, estamos com uma equipe de transição para que a investigação não pare. E perguntas sensíveis como essa da arma não serão abordadas ainda”, informou.

Daniel começou na Polícia Civil na própria Divisão de Homicídios , e foi um dos principais delegados assistentes de Rivaldo Barbosa e Fábio Cardoso, juntamente com o próprio Giniton. Em março de 2018 Daniel assumiu a Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, em meio às mudanças na corporação decorrentes da intervenção federal na área de segurança pública.

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O secretário de Polícia Civil, Marcus Vinicius Braga, disse durante a breve cerimônia de posse que Daniel Rosa tem condições de conseguir bons resultados e destacou a segunda fase da investigação do caso Marielle. “Você tem uma missão: a segunda fase na investigação do caso Marielle. Você terá todo o nosso apoio”.

Antes de oficializar a transferência de comando, o secretário elogiou ainda a investigação de Giniton Lages no caso. “No meu entender foi o resultado da perseverança”, afirmou Marcus Vinicius Braga.

Giniton também discursou no evento. Para ele, a qualidade da investigação do caso Marielle deve se repetir em todos os casos. “Toda vida importa. Isso a gente não pode perder de meta”, disse.

Giniton Lages tinha aparecido publicamente pela última vez durante a coletiva de imprensa no dia das prisões de Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, acusados de serem responsáveis pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. No dia seguinte à prisão, o governador Wilson Wtizel anunciou o afastamento de Giniton e justificou dizendo que ele estava "cansado". Na época, ele também anunciou que o delegado faria um intercâmbio na Itália.

"O sentimento que eu estou vivenciando é um turbilhão. Muita coisa passando pela minha cabeça, e por um círculo que se fecha. Estou na Delegacia de Homicídios desde a sua criação. Eu digo que é um fechamento de ciclo porque é preciso novos objetivos e novas missões. Ir para um outro momento na carreira. É para frente que se olha", disse Giniton.

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A investigação do assassinato de Marielle Franco já dura um ano e corre em sigilo. No início deste mês, o inquérito levou à prisão de duas pessoas suspeitas do crime à apreensão de 117 fuzis.


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