Preso desde o dia 16 de dezembro, João de Deus já foi denunciado por abuso sexual
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Preso desde o dia 16 de dezembro, João de Deus já foi denunciado por abuso sexual

O médium João de Deus — que responde por uma série de acusações de crimes sexuais — passa, neste sábado (23), por uma série de exames em um hospital de Goiânia. Os procedimentos acontecem após a  primeira noite que o médium passou no hospital. 

João de Deus foi transferido de presídio em que estava detido há mais de três meses por causa do tratamento de um aneurisma em uma aorta do abdômen. A sua transferência foi autorizada pelo ministro Nefi Cordeiro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), há dois dias.

O médium chegou ao Instituto de Neurologia de Goiânia sob um forte esquema de segurança na noite da última sexta-feira (22). Sua defesa não soube explicar a quais os exames o médium foi submetido e o hospital também não tem autorização para divulgar as informações. 

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De acordo com a decisão do STJ, o médium deverá ficar internado durante o período de quatro semanas, sob escolta policial, ou monitoramento por tornozeleira eletrônica. 

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O líder espiritual foi preso no dia 16 de dezembro do ano passado sob a acusação de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável, crimes que teriam sido praticados contra centenas de mulheres na instituição em que atendia pessoas em busca de tratamento espiritual, em Abadiânia, Goiás.

Na sua decisão, Nefi Cordeiro entendeu que todo preso tem direito à dignidade e à saúde. "Deverá o paciente, como decorrência, ser tratado pelo tempo mínimo indicado como necessário, em princípio de quatro semanas, salvo adiantada melhoria em seu estado de saúde que lhe permita o retorno ao normal tratamento na unidade prisional.”

O médium é réu em duas ações penais decorrentes de denúncias feitas pelo Ministério Público de  Goiás  envolvendo casos de abuso sexual a frequentadoras do centro espírita Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO). Ele nega as acusações.

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Já foram identificadas 255 possíveis vítimas do médium, das quais 75 já foram ouvidas formalmente 75 em Goiás e em outros estados até o momento. Segundo o Ministério Público, 23 supostas vítimas relataram ter entre 9 e 14 anos de idade na ocasião em que teriam sido abusadas sexualmente por   João de Deus  .

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