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Testemunha relatou aos investigadores envolvimento de terceira pessoa, que também seria ex-aluno; assassinos invadiram escola ontem e mataram oito

Carro usado pelos atiradores passou por perícia e esteve em um estacionamento antes do massacre em Suzano
Rovena Rosa/Agência Brasil - 13.3.19
Carro usado pelos atiradores passou por perícia e esteve em um estacionamento antes do massacre em Suzano

A polícia pediu à Justiça a apreensão de um adolescente de 17 anos, que teria participado do planejamento do ataque a uma escola em Suzano, na Grande São Paulo, na quarta-feira (13). O massacre em Suzano deixou 10 pessoas mortas , entre elas os dois atiradores.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, o terceiro envolvido no  massacre em Suzano é um ex-aluno e teria estudado na mesma classe do atirador mais novo. "A apreensão dele já foi sugerida ao juízo da infância e da juventude e o material relacionado com a participação dele já está arrecadado pela equipe", disse Fontes nesta quinta-feira (14).

"Estamos aguardando a manifestação da Justiça. Pode ser a qualquer momento", complementou o delegado. Fontes informou ainda que o dono do estacionamento onde a dupla guardou o carro teria informado para a polícia sobre a participação de uma terceira pessoa.

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"Ainda não confirmamos a informação, estamos submetendo a fotografia do adolescente ao responsável pelo estacionamento para confirmar. Temos outros dados que fazem crer que esse indivíduo participou pelo menos da fase de planejamento."

De acordo com Fontes, a investigação aponta que a motivação do massacre é por reconhecimento de parte da comunidade e para aparecer na mídia.

"Esse foi o principal objetivo, não tinha outro", diz delegado. "Não se sentiam reconhecidos, queriam demonstrar que podiam agir como em Columbine, nos Estados Unidos, com crueldade e com um caráter trágico para que fossem mais reconhecidos do que eles", explicou.

A informação foi relatada à polícia por testemunhas próximas a Guilherme, que seria o líder da dupla. "Pessoas que estavam próximas dele e obtiveram essa informação diretamente dele". Para o delegado, a questão do bullying é pouco “significativa”, pois foi citada em apenas uma parte da investigação.

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A polícia também trabalha com a questão do reconhecimento e vingança na motivação da morte do tio no massacre em Suzano . "Na realidade ele estava se sentido não reconhecido pelo tio, apesar de o tio ter contratado ele para trabalhar na empresa, mas ter que demitir posteriormente porque ele estava praticando pequenos furtos", explicou o delegado.

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