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De acordo com a Polícia Civil, seis alunos e duas funcionárias morreram, além dos dois criminosos, que suicidaram no local; 21 pessoas estão no hospital

Atiradores invadiram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP) e abriram fogo contra funcionários e alunos
Reprodução
Atiradores invadiram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP) e abriram fogo contra funcionários e alunos

Uma câmera de segurança posicionada na mesma rua da Escola Estadual Professor Raul Brasil, que fica no bairro Jardim Imperador, em Suzano (SP), registrou o momento em que os dois atiradores estacionam o carro e entram no colégio pelo portão da frente. 

Dois atiradores abriram fogo contra a escola na manhã desta quarta-feira (13). No vídeo, é possível ver que o portão estava aberto e não havia nenhum agente de segurança no local. Poucos segundos após a entrada dos criminosos, é possível ver alunos saindo da escola correndo, assista: 




De acordo com a Polícia Civil, seis alunos morreram, além de duas funcionárias da escola e os dois criminosos, que suicidaram no local após o crime. Ainda não se sabe a identidade das vítimas. 

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Outras 21 pessoas foram encaminhadas para hospitais da região após o tiroteio, entre feridos e outras pessoas que passaram mal. Não há informação sobre o estado de saúde delas. 

A polícia também encontrou uma mala com fios dentro da escola e o esquadrão antibombas foi acionado. Além disso, os agentes acharam um arco e flecha e garrafas que aparentam ser coquetéis molotov.

Antes do início dos disparos, a Polícia Militar foi acionada para atender uma outra ocorrência com arma de fogo próxima ao local. Quando se aproximavam do endereço do chamado, os políciais se depararam com o tiroteio na escola.

"Ainda não podemos precisar se os casos estão relacionados. Policiais estavam indo para esse primeiro chamado e ouviram gritos das crianças. Foram então até a escola, onde os dois criminosos acabaram se matando", informou o capitão.

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De acordo com a PM, um dos  atiradores  tinha 25 e o outro 17 anos. De acordo com alunos ouvidos pela Veja , o mais novo era aluno da escola e avisou os colegas três dias antes do crime para "ficarem espertos". O grupo também afirmou que o criminoso não sofria bullying e publicava foto com armas nas redes sociais.