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Defesa Civil confirmou a morte de uma criança de 9 anos que foi soterrada na zona leste da capital paulista; Bruno Covas decretou estado de emergência

A previsão para esta semana é de mais temporal na capital e nas cidades em seu entorno.
Reprodução/Redes Socias
A previsão para esta semana é de mais temporal na capital e nas cidades em seu entorno.

A Defesa Civil atualizou para 13 o número de mortos em decorrência do temporal que atingiu a Grande São Paulo desde a noite do domingo (10). A confirmação da 13ª vítima ocorreu na tarde desta terça-feira (12). Segundo o secretário municipal de Segurança Urbana de São Paulo, José Roberto Rodrigues de Oliveira, uma criança de 9 anos morreu soterrada no Parque São Rafael, na zona leste paulistana.

Na segunda-feira já havia a confirmação de que quatro pessoas morreram após o desabamento de uma casa em Ribeirão Pires, no ABC Paulista. Uma criança morreu após o desabamento de uma casa em Embu das Artes. Outras sete pessoas morreram afogadas após o temporal , sendo três em Santo Caetano do Sul, duas em Santo André, uma em São Bernardo do Campo e uma na capital paulista. 

A Prefeitura de São Paulo informou que vai decretar estado de emergência nas áreas mais atingidas pelas fortes chuvas. Segundo o prefeito Bruno Covas, está sendo elaborado um mapa das regiões que mais sofreram com os alagamentos para que seja editado o decreto.

“Para que as pessoas possam se utilizar, por exemplo, do FGTS [Fundo de Garantia por Tempo de Serviço]”, disse nesta terça-feira (12), sobre os efeitos do decreto para a população atingida. A população afetada também pode pedir isenção do Imposto Predial e Urbano (IPTU)

Covas esteve pela manhã no bairro do Ipiranga, um dos mais prejudicados. A Vila Prudente também deverá entrar em estado de emergência. O prefeito não estava na cidade durante a tempestade. Ele havia tirado uma licença não remunerada para tratar de assuntos pessoais no período entre 9 a 15 de março e, após as fortes chuvas, decidiu antecipar o retorno. Ele informou que estava em Berlim, na Alemanha.

Além do desabamento de casas, a chuva forte também provocou deslizamentos de terra e deixou diversas regiões alagadas, bloqueando ruas e avenidas , incluindo vias expressas importantes para a região metropolitana, como a Marginal Tietê e a Avenida dos Estados.

A cidade de São Paulo chegou a registrar 180 quilômetros de lentidão pela manhã de segunda-feira, o segundo pior índice do ano (atrás apenas do dia 4 de fevereiro, quando houve 203 quilômetros de filas).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, foram registrados 601 pontos de enchentes, 54 desmoronamentos e desabamentos, além de 34 quedas de árvores. 

A enxurrada alagou várias vias no bairro de Sacomã, na região sudeste da cidade. De acordo com relatos nas redes sociais, carros foram arrastados pela correnteza e alguns motoristas tiveram que ficar aguardando ajuda nos tetos dos veículos.

Na Rua Caqui, em Embu Mirim, uma casa também desabou. Quatro pessoas foram retiradas dos escombros sem ferimentos. A Via Anchieta ficou interditada perto da Universidade Anhanguera. Os  bombeiros  relatam que a Rua Cipriano Barata, no Ipiranga, ficou alagada e um carro foi levado pela correnteza.

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O Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura de São Paulo informou que o maior volume de chuva, das 19h de domingo às 7h de segunda-feira, foi registrado em Jabaquara, 109,5 milímetros, e na Vila Prudente, 103,3mm. A previsão para esta semana é de mais  temporal  na capital e nas cidades em seu entorno. 

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