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Segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, 115 pessoas ainda estão desaparecidas; buscas devem continuar por mais dois ou três meses

Equipes de resgate atuam há mais de um mês em Brumadinho, em Minas Gerais
Ricardo Stuckert / Fotos Públicas
Equipes de resgate atuam há mais de um mês em Brumadinho, em Minas Gerais

Subiu para 193 a quantidade de mortos na tragédia de Brumadinho, de acordo com informações do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. O número foi atualizado na noite desta quinta-feira (8). Também segundo a corporação, ainda há 115 pessoas desaparecidas.

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Os números referentes à tragédia de Brumadinho não eram atualizados desde o dia 28 de fevereiro. As autoridades, porém, garantem que o efetivo não parou de atuar na região, nem mesmo durante o carnaval.

Os bombeiros também informaram que há cerca de 160 segmentos corpóreos esperando identificação. Eles, no entanto, podem se referir a pessoas que já foram identificadas anteriormente. Ao todo, 403 corpos e segmentos corpóreos já foram encontrados durante a operação.

O corpo de legistas da Polícia Civil de Minas Gerais é o responsável por todo o trabalho de identificação. Como os corpos e segmentos corpóreos já estão em estado de decomposição, eles estão sendo identificados por meio de testes de DNA, o que leva mais tempo.

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Os bombeiros contam com um efetivo de 140 profissionais trabalhando nas buscas. Neste momento, o foco está nas áreas drenadas da usina ITM (Instalação de Tratamento de Minério). Eles estão divididos em 20 frentes de trabalho que se distribuem por todo o local atingido pela lama. Alguns pontos são mais próximos de onde se localizava a barragem e outros podem chegar a 5 quilômetros de distância, nas margens do rio Paraopeba.

Três destas frentes são novas e estão sendo cobertas por homens a pé. Além do trabalho humano, estão sendo usados drones e máquinas pesadas na procura, além de cães farejadores.

Mais de um mês depois, as buscas por vítimas da tragédia do rompimento da barragem da Vale continuam incessantes. O Corpo de Bombeiros mineiro estima que os trabalhos de buscas devem se estender por mais dois ou três meses. Afirma também que a procura não vai cessar enquanto todos os corpos não tiverem sido encontrados.

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No dia 25 de janeiro, a barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, que pertence à Vale e está localizada em Brumadinho , cidade da Grande Belo Horizonte, se rompeu. Parte do município foi invadido pela lama e pelos rejeitos de minério, deixando centenas de mortos e feridos. Muitas das vítimas são funcionários ou terceirizados da própria Vale, que tinha um complexo administrativo no local.