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Briga entre homens fantasiados levou à morte de duas pessoas e deixou outras quatro feridas; em Rocha Miranda, um carro avançou contra foliões

Atropelamento em Rocha Miranda deixou pelo menos cinco pessoas feridas, sendo uma delas um bebê
Reprodução/Redes Socias
Atropelamento em Rocha Miranda deixou pelo menos cinco pessoas feridas, sendo uma delas um bebê

Duas confusões marcaram a noite deste domingo (3), deixando mortos e feridos no Carnaval do Rio de Janeiro. Uma delas foi uma briga envolvendo dois grupos de homens fantasiados de "bate-bolas", em Marechal Hermes. A segunda, por sua vez, foi um atropelamento ainda sem motivação clara, em Rocha Miranda, também na zona Norte do Rio. 

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O atropelamento aconteceu durante uma festa de Carnaval de rua, na Veríssimo Machado. Um homem dirigindo um veículo do modelo Hyundai i30 atropelou diversas pessoas, ao avançar contra um grupo e percorrer uma distância de cerca de 100 metros. Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas, incluindo um bebê de 11 meses. 

Já o confronto entre grupos aconteceu próximo à estação de trem de Marechal Hermes e deixou pelo menos duas pessoas mortas e outras quatro feridas. Ainda não há informações sobre a identificação das vítimas ou sobre a autoria dos disparos. 

De acordo com a Polícia Militar, o motorista que causou a tragédia em Rocha Miranda foi preso em flagrante, após ser espancado por foliões e também ficar ferido. A 27ª DP investiga o caso.

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Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível observar o momento em que o veículo avança sobre os chamados " bate-bolas ", provocando gritaria. Ainda na imagem, dá para ver feridos deixados pelo chão, sendo ajudados por outros foliões. 

Essa não é a primeira vez que acontece confusão no Carnaval do Rio , envolvendo pessoas que vestem a fantasia de "bate-bola". Apesar de ser tradição no estado, a fantasia que cobre o corpo todo – inclusive o rosto – é vista com apreensão por foliões, pois acompanha, em muitos momentos, casos de violência. 

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A fantasia lembra a de palhaços mascarados. Nas mãos, os foliões costumam levar uma bola de ar presa a uma corda que usam para bater a bola no chão com força, fazendo barulho e assustando quem passa. Pelo que tudo indica, o autor do atropelamento era ligado a um dos grupos de "bate-bola" que rivalizavam no Carnaval do Rio.