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Padrasto abusou sexualmente de criança durante cinco anos, em Bálsamo, no interior de São Paulo; advogado de acusado já recorreu contra a decisão

Justiça de Fernandópolis condena homem a mais de mil anos de prisão por estupro de vulnerável
Reprodução/Google Street View
Justiça de Fernandópolis condena homem a mais de mil anos de prisão por estupro de vulnerável

Um homem foi condenado a 1.008 anos de prisão pela Justiça de Fernandópolis, no interior de São Paulo, por estupro de vulnerável. Segundo a sentença, o acusado – que já está preso –abusou sexualmente da enteada 63 vezes, durante os cinco anos pelos quais manteve relacionamento com a mãe da vítima.

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A pena foi divulgada nesta quinta-feira (14) e é uma das mais altas já aplicadas pela Justiça de São Paulo. Para chegar à condenação de 1.008 anos de prisão, o cálculo da pena levou em conta todas as 63 vezes em que a investigação estima que a menina tenha sofrido estupro , multiplicadas pela pena de 16 anos prevista para crime hediondo. Ainda houve alguns agravantes que aumentaram a pena, por se tratar de crime continuado e contra uma criança menor de 14 anos.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MP-SP), o homem morava com a menina e a mãe em uma propriedade rural, em Bálsamo (SP). Os abusos teriam começado quando a criança tinha seis anos, em 2012, e só foram interrompidos aos 11 anos, em 2018, quando a mãe rompeu o relacionamento com o condenado .

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A tia materna da criança foi quem desconfiou dos abusos, no ano passado, e relatou suas suspeitas à polícia. Após serem realizados exames de corpo de delito na criança, as suspeitas de estupro foram confirmadas e o processo passou a ser julgado em segredo pela Justiça.

Ouvida no inquérito, a menina deu detalhes e como aconteciam os abusos e, de acordo com a mãe da menina, ela não tinha conhecimento do que se passava dentro de casa. A identidade do acusado não foi revelada, como medida de preservação da menor.

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A condenação por estupro de vulnerável é em primeira instância e a decisão já foi recorrida pela defesa do acusado. Caso a sentença seja mantida no tribunal, o réu deve ficar 30 anos preso em regime fechado.