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Velório do jornalista começou por volta das 23h30 de ontem e ficou aberto ao público até as 14h de hoje; admiradores fizeram fila para acompanhá-lo

Ricardo Boechat é velado no Museu da Imagem e do Som de São Paulo; cerimônia aberta aconteceu até as 14h de hoje
Reprodução/TV Globo
Ricardo Boechat é velado no Museu da Imagem e do Som de São Paulo; cerimônia aberta aconteceu até as 14h de hoje

O corpo do jornalista Ricardo Boechat – morto nesta segunda-feira (11) em um acidente de helicóptero em São Paulo – foi cremado em cerimônia reservada para a família no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. A cerimônia durou cerca de trinta minutos e se encerrou por volta das 16h30 desta terça-feira (12).

O corpo de Ricardo Boechat começou a ser velado por volta das 23h30 de ontem, no Museu da Imagem e do Som, nos Jardins, região nobre da capital. O velório se estendeu pela madrugada e seguiu aberto ao público até as 14h desta terça-feira (12). Depois disso, a presença na cerimônia passou a ser restrita à família e amigos da vítima.

Às 14h10 o corpo do jornalista foi levado para a cerimônia de cremação. O transporte foi seguido por um cortejo de taxistas que homenagearam o jornalista e apresentador.

Acompanhada por familiares de Boechat, a esposa do jornalista, Veruska Seibel Boechat, chegou ao velório por volta das 22h25 de ontem. Cerca de uma hora depois, o caixão com o corpo do jornalista veio trazido por um carro do Serviço Funerário Municipal. A cerimônia acontece no mesmo bairro onde o jornalista morava com a família.

Presente no local, o presidente do Grupo Bandeirantes, em que Boechat trabalhava, João Carlos Saad falou à imprensa a respeito das últimas notícias que chocaram os brasileiros, como o rompimento da barragem de Brumadinho, o incêndio no Flamengo e a morte do colega.

"Quando nós acabarmos de apurar esse caso, nós vamos encontrar um fio condutor entre essas tragédias que estão acontecendo. São sempre coisas que não estão adequadas. Uma barragem que não estava adequada, um dormitório que não estava adequado e, possivelmente, um helicóptero que não estava adequado", disse Saad.

Pela noite e no início da manhã, apenas familiares e amigos próximos estavam autorizados a entrarem no local onde o corpo estava sendo velado. Do lado de fora, aglomeravam-se fãs, ouvintes e telespectadores de Boechat, esperando o velório ser aberto ao público em geral. A cerimônia se tornou pública perto das 9h de hoje.

Às 16h, o corpo será cremado em uma cerimônia fechada à família. O jornalista do Grupo Bandeirantes morreu na  queda de um helicóptero na Rodovia Anhanguera, quando retornava de uma palestra em Campinas. O acidente aéreo ocorreu no início da tarde de ontem. O piloto da aeronave, Ronaldo Quatrucci, também morreu.

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, irá representar, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, a presidência da República no velório do jornalista. Bolsonaro disse que ele e Boechat eram amigos “há mais de 30 anos” e que ele apelidou o jornalista de “Jacaré”.

Boechat tinha 66 anos, era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e tinha uma coluna semanal na revista ISTOÉ . O jornalista nasceu em Buenos Aires, na Argentina, quando o pai Dalton Boechat, diplomata, estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores.

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Dono de um humor ácido, usava essa característica para noticiar fatos e criticar situações. O tom era frequente nos comentários de rádio, televisão e também na imprensa escrita. Ricardo Boechat deixou mulher, cinco filhas e um filho.

* Com informações da Agência Brasil.

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