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Velório começará às 22h desta segunda-feira e segue até às 14h de terça; corpo do jornalista será cremado em cerimônia reservada para familiares

Ricardo Boechat morreu em acidente de helicóptero nesta segunda-feira (11)
Reprodução
Ricardo Boechat morreu em acidente de helicóptero nesta segunda-feira (11)

O corpo do jornalista Ricardo Boechat será velado a partir das 22h desta segunda-feira (11) no Museu da Imagem e do Som (MIS), no bairro Jardim Europa, em São Paulo. O local estará aberto ao público.

O jornalista do Grupo Bandeirantes  morreu na queda de um helicóptero na Rodovia Anhanguera, quando retornava de uma palestra em Campinas. O velório de Ricardo Boechat segue até às 14h desta terça-feira (12).

A Band não divulgou o local do sepultamento, que será em cerimônia reservada para a família. O acidente ocorreu no início da tarde de hoje (11). O piloto da aeronave, Ronaldo Quatrucci, também morreu.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o helicóptero que transportava o jornalista se  encontrava em situação regular junto a agência reguladora. A Anac informou ainda que dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) mostram que o helicóptero estava com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido até maio de 2023 e a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) em dia até maio de 2019, ou seja, a aeronave estava em situação regular.

A pedido do presidente Jair Bolsonaro , o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, irá representá-lo no velório do jornalista. Bolsonaro disse que ele e Boechat eram amigos “há mais de 30 anos” e que ele apelidou o jornalista de “Jacaré”.

Boechat tinha 66 anos, era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e tinha uma coluna semanal na revista ISTOÉ. O jornalista nasceu em Buenos Aires, na Argentina, quando o pai Dalton Boechat, diplomata, estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores. Dono de um humor ácido, usava essa característica para noticiar fatos e criticar situações. O tom era frequente nos comentários de rádio, televisão e também na imprensa escrita.

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Boechat teve diferentes cargos nas redações em que passou, mas sempre manteve a veia jornalística, talvez a sua maior característica profissional. Ele ganhou três prêmios Esso: em 1989, 1992 e 2001. Venceu oito vezes o Prêmio Comunique-se. Políticos, magistrados e organizações vieram a público para lamentar a morte do jornalista. Ricardo Boechat deixa mulher, cinco filhas e um filho.

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