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Tragédia, que deixou pelo menos 110 mortos, completou uma semana nesta sexta-feira; equipes de resgate ainda buscam encontrar 238 desaparecidos

Em um ato de protesto e de luto, o letreiro da cidade de Brumadinho amanheceu coberto por sacos de lixo, nesta sexta
Reprodução/Twitter
Em um ato de protesto e de luto, o letreiro da cidade de Brumadinho amanheceu coberto por sacos de lixo, nesta sexta

Já completou-se uma semana, mas a tragédia de Brumadinho , em Minas Gerais, vai marcar a vida dos brasileiros para sempre – principalmente das famílias das vítimas. Em memória aos que foram tomados pela lama após o rompimento da barragem da Vale, nesta sexta-feira (1º), o letreiro instalado na entrada da cidade amanheceu coberto por sacos pretos de lixo. 

O ato é um protesto em forma de luto. No mesmo letreiro, foram deixados diversos itens e recados, em memória às vítimas de Brumadinho , cujo número aumenta a cada dia. Por enquanto, já são 110 mortes confirmadas, enquanto 238 pessoas seguem desaparecidas.  

Cada uma das dez letras que formam o nome da cidade foram cobertas e ainda foram ilustradas por cruzes brancas. De acordo com as informações fornecidas pelas autoridades locais, os itens acrescentados à entrada da cidade foram colocados no local na noite desta quinta-feira (31), pouco antes das 23h, por um grupo de pessoas não identificadas.

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Na última terça-feira (29), amigos e parentes das vítimas fizeram uma vigília neste mesmo lugar. Desde então, o espaço se tornou um lugar para uma série de homenagens e, agora, para um protesto. Além dos sacos de lixo, foram postas bandeiras no local, onde se vê escrito "Vale assassina". A empresa informou que pagará às famílias R$ 100 mil por pessoa desaparecida ou morta.

As buscas por vítimas do desastre causado pelo rompimento da Mina Córrego do Feijão chegaram ao oitavo dia nesta sexta-feira. O desastre é apontado por especialistas como a maior tragédia humana da história recente do País. A operação de resgate foi retomada às 4h. 

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Após a tragédia que chocou todo o Brasil, dois engenheiros que atestaram a segurança da barragem, além de três funcionários da Vale, foram presos. Os cinco foram detidos por suspeita de fraude nos laudos de Brumadinho , em São Paulo e em Minas Gerais.