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Presidente em exercício diz que investigação precisa apontar culpados pelo rompimento de uma barragem da mineradora Vale na cidade de Minas Gerais

O eresidente em exercício Hamilton Mourão defendeu punição severa aos culpados pelo desastre de Brumadinho
Romério Cunha/VPR - 24.1.19
O eresidente em exercício Hamilton Mourão defendeu punição severa aos culpados pelo desastre de Brumadinho

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, defendeu uma punição severa para os responsáveis pelo rompimento da Barragem 1, da mineradora Vale, em Brumadinho, Minas Gerais. Segundo ele, a investigação tem identificar os culpados e prever punição. “Agora, tem que punir mesmo, punir mesmo”, afirmou, o vice-presidente no inícia da tarde desta segunda-feira (28).

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“Punição tem que ser a que dói no bolso que já está sendo aplicada. Segundo, se houve imperícia, imprudência ou negligência por parte de alguém dentro da empresa, essa pessoa tem que responder criminalmente. Afinal de contas, quantas vidas foram perdidas nisso aí?”, acrescentou Mourão

Perguntado se não seria o caso de a diretoria da Vale , empresa responsável pela barragem, ser afastada durante a investigação, Mourão respondeu: “Essa questão da diretoria da Vale está sendo estudada pelo grupo de crise. Vamos aguardar as linhas de ação que eles estão levantando”.

No entanto, o presidente em exercício foi firme ao discutir uma possível punição. "Se houve imperícia, imprudência ou negligência por parte de alguém dentro da empresa, essa pessoa tem que responder criminalmente", disse.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de o gabinete de crise recomendar o afastamento da diretoria da empresa, Mourão afirmou que teria que estudar essa questão. “Eu não tenho a certeza que possa fazer essa recomendação”, afirmou.

Mourão repetiu discurso de Dodge

Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também pediu punições para os responsáveis da tragédia
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 14.12.17
Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também pediu punições para os responsáveis da tragédia

Mais cedo, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge sugeriu punição "severa" à mineradora Vale e disse que executivos da empresa podem vir a ser responsabilizados pelo rompimento da barragem.

"Existe um culpado ou mais de um culpado. Me parece que existe uma cadeia de responsabilidades que precisam ser esclarecidas e bem definidas para que todos os envolvidos nesse caso sejam efetivamente responsabilizados. Uma das linhas de investigação é verificar se o protocolo que deveria ser seguido para dar segurança a essa barragem foi efetivamente seguido ou não", disse a procuradora-geral. "Executivos podem ser penalizados também."

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Dodge propôs "responsabilizar severamente" a Vale , responsável pela barragem que recebia rejeitos provenientes da mina do Córrego de Feijão , para indenizar as famílias que perderam familiares e bens por conta da tragédia.

"Devemos tratar da responsabilização no tocante à indenização das famílias. É preciso que elas tenham algum tipo de socorro. Mas é também preciso responsabilizar severamente, do ponto de vista indenizatório, a empresa que deu causa a este desastre", declarou.

Mesmo antes das falas de Dodge e Mourão, a Vale já vem sofrendo as consequências pelo desastre: a empresa já teve 11 bilhões bloqueados pela Justiça. O valor equivale a 45% do caixa da empresa.

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