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Deputada do PSL afirmou que, enquanto ninguém for preso pelo que chamou de "tragédia anunciada", casos como esse podem acontecer de novo no Brasil

Joice Hasselmann defende a aprovação de uma CPI para investigar o que aconteceu em Brumadinho, na última sexta-feira
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Joice Hasselmann defende a aprovação de uma CPI para investigar o que aconteceu em Brumadinho, na última sexta-feira

A deputada federal eleita em outubro Joice Hasselmann (PSL), que está em Brumadinho desde o último sábado (26), afirmou que tragédias como a que atingiu o município de Minas Gerais – com o  rompimento de uma barragem da mineradora Vale na última sexta-feira (25) – demandam mudanças na legislação.

“Enquanto não tiver prisão de meia dúzia envolvida nessa história vamos continuar vendo tragédias como essa", disse Joice Hasselmann , em entrevista à rádio Jovem Pan , na manhã de hoje. "A tragédia foi anunciada. Houve discussão sobre barragens na Assembleia de Minas Gerais. O que aconteceu? A maioria sentou em cima do problema", afirmou. 

"Houve um voto favorável. Primeiro a gente tem que saber os responsáveis e puni-los. Precisa de uma comissão célere, séria e quiçá propor a prisão dos envolvidos. E depois disso, aperfeiçoar a legislação”, disse Joice, a mulher mais votada da história para o mandato de deputada federal.

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Ainda segundo ela, o PSL pretende propor, uma legislação mais moderna em relação ao tema. Na entrevista, a deputada disse ainda que, ela mesma, quando tomar posse do cargo, no dia 1º de fevereiro, já começará a colher asssinaturas para a proposição da CPI das Barreiras

"A gente quer saber quais foram as falhas, de onde vieram as falhas e quais os responsáveis tanto na área pública, quanto na área privada. Essas pessoas têm que pagar por aquilo que aconteceu", disse a deputada.

Joice também colaborou na busca por vítimas e sobreviventes em Brumadinho com a disponibilização de um helicóptero. “Eu liguei para o prefeito e para o governador para saber o que eles precisavam e como eu poderia ajudar. Ele disse que precisa de uma aeronave, que agora não precisa mais. Ele disse que tinha recursos humanos, mas para fazer resgate precisava de helicóptero”, afirmou.

No último sábado, uma força tarefa de procuradores já foi escalada para apurar as causas e responsabilidades do rompimento de barragem na Mina do Córrego do Feijão. A determinação foi da procuradora-geral da República , Raquel Dodge. Assim como Joice Hasselmann , a procuradora-geral também esteve na região no último sábado e encontrou com familiares e autoridades que atuam no socorro das vítimas.