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Decisão é baseada em um pedido do governo de Minas Gerais; recursos devem ir imediatamente ao atendimento de vítimas e redução de danos


Após rompimento da barragem de Brumadinho, Vale tem R$ 1 bilhão de suas contas bloqueados para ajudar na tragédia
Divulgação / Corpo de Bombeiros
Após rompimento da barragem de Brumadinho, Vale tem R$ 1 bilhão de suas contas bloqueados para ajudar na tragédia

A Justiça de Minas Gerais determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão em contas da Vale. A decisão foi tomada na noite desta sexta-feira (25), horas após o rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho , Minas Gerais.

De acordo com a Justiça, a medida atende a um pedido do governo de Minas Gerais, que solicitou auxílio financeiro da Vale para "imediato e efetivo amparo às vítimas e redução das consequências" da tragédia. A decisão foi firmada pelo juiz plantonista no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Renan Chaves Carreira Machado.

O valor bloqueado, segundo a liminar, deve ser transferido imediatamente para uma conta judicial, "para que o Estado de Minas Gerais possa utilizar imediatamente todos os recursos necessários para atendimento das demandas urgentes das vítimas, pessoas, animais, municípios e ao meio ambiente atingidos pelo desastre", diz o documento.

Na sentença, o juiz também determinou outras medidas para a mineradora , como apresentar um relatório sobre o que já foi feito em relação ao auxílio às vítimas em até 48 horas; que dê início à remoção do volume de lama; que cumpra protocolo para desastres, estancando o vazamento de lama em até cinco dias; que controle a proliferação de pragas e vetores de doenças; evite a contaminação das nascentes do rio e que elabore um plano de recomposição da área afetada.

Ontem (25), o presidente da Vale, Fábio Schvartsman, afirmou que os danos ambientais oriundos do rompimento da barragem na Mina Feijão, em Brumadinho, serão menores do que o desastre de Mariana , que ocorreu há três anos atrás e é considerado um das maiores tragédias ambientais do país. No entanto, segundo Schvartsman, a tragédia em Brumadinho deve deixar ainda mais vítimas. 

"Dessa vez é uma tragédia humana. Estamos falando de uma quantidade provavelmente grande de vítimas em  Brumadinho . Não sabemos quantas, mas sabemos que será um número grande", disse durante uma coletiva de imprensa.

Em nota, Vale diz que "ainda procura respostas" para o ocorrido

Fabio Schvartsman,, presidente da Vale, diz que tragédia terá menores danos ambientais do que Mariana, porém fará um maior número de vítimas
Divulgação
Fabio Schvartsman,, presidente da Vale, diz que tragédia terá menores danos ambientais do que Mariana, porém fará um maior número de vítimas


A mineradora divulgou um documento com informações sobre a Barragem I da Mina Córrego do Feijão. Segundo o relatório, a barragem tinha autorização para funcionamento e passava por processos de fiscalização e revisão - os últimos dois em junho e setembro de 2018.

“A barragem possuía Fator de Segurança de acordo com as boas práticas mundiais e acima da referência da Norma Brasileira. Ambas as declarações de estabilidade mencionadas atestam a segurança física e hidráulica da barragem”, diz a nota, que também afirma que o local passou por inspeções de campo quinzenais enviadas à Agência Nacional de Mineração (ANM )por meio,  a última tendo acontecido em 21 de dezembro do ano passado. 

O documento também detalha especificações da barragem, como tamanho e últimas simulações. De acordo com a empresa, o local estava inativo e não recebia mais rejeitos.  "Diante de todos os pontos descritos acima, estamos ainda buscando respostas para o ocorrido”, encerra o texto.

Até o momento, segundo informações do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, nove pessoas morreram e entre 300 e 350 estão desaparecidas no desastre envolvendo a barragem da mineradora Vale .

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