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Segundo Fábio Schvartsman, a maior parte das vítimas do desastre são funcionários da empresa

O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, disse na noite de hoje (25) que os danos ambientais oriundos do rompimento da barragem na Mina Feijão, em Brumadinho, serão menores do que o desastre de Mariana, que ocorreu há três anos atrás e é considerado um das maiores tragédias ambientais do país. No entanto, segundo Schvartsman, a tragédia em Brumadinho deve deixar ainda mais vítimas. 

O presidente da Vale afirma que a maior parte das pessoas afetadas pelo desastre são funcionários da empresa. "Dessa vez é uma tragédia humana. Estamos falando de uma quantidade provavelmente grande de vítimas em Brumadinho . Não sabemos quantas, mas sabemos que será um número grande", disse durante uma coletiva de imprensa.

Cerca de 300 funcionários da empresa estavam no local quando a barragem se rompeu . Parte deles estava em um refeitório, que foi soterrado, mas pelo menos 100 foram localizados. O presidente da Vale não soube dizer com segurança o que houve com o sistema de sirenes estruturado em Brumadinho para avisar previamente a ocorrência de acidentes. "É provável que elas tenham funcionado, mas a velocidade com que isso ocorreu impediu que se tivesse qualquer benefício".

O desastre em Brumadinho se assemelha à tragédia  de Mariana, Minas Gerais, que ocorreu em novembro de 2015. Na época, uma barragem da Samarco também se rompeu deixando 19 mortos e centenas de desalojados devido a destruição das comunidades. A Vale é uma das acionistas da empresa responsável pela tragédia. O episódio provocou devastação de florestas, poluição da bacia do Rio Doce e moradores locais sentem seus efeitos até hoje.

Quanto ao acidente em Brumadinho, o presidente da Vale avalia que o dano ambiental será menor em comparação com o ocorrido na tragédia de Mariana já que a barragem estava inativa e sem receber rejeitos há três anos. "O material era razoavelmente seco e, consequentemente, ele não tem poder de se deslocar por longas regiões. A parte ambiental deve ser muito menor e a parte humana terrível", reiterou. Segundo ele, o rejeito não irá além de onde ele está nesse momento.

O acidente aconteceu no início da tarde desta sexta-feira e até o final desta reportagem o desastre em Brumadinho deixou sete mortos e 150 desaparecidos.

A Vale organizou um gabinete de crise com a participação de seus diretores. Schvartsman viaja ainda hoje para Brumadinho . Segundo ele, não serão poupados esforços para atender as vítimas. Assistentes sociais e psicólogos já estariam à disposição. 

*Com informações da Agência Brasil

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