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Operação Os Intocáveis deteve ao menos cinco milicianos suspeitos de participação no assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes

Operação do Gaeco prendeu suspeitos do assassinato de Marielle Franco
Mário Vasconcellos/Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Operação do Gaeco prendeu suspeitos do assassinato de Marielle Franco

Quase um ano após o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marille Franco (PSOL) uma operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), com o apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil prendeu ao menos cinco suspeitos de envolvimento na parlamentar e do motorista Anderson Gomes.

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A operação, batizada de Os Intocáveis, visa cumprir 13 mandados de prisão preventiva, além de busca e apreensão para coibir a prática de grilagem de terras da mais antiga milícia do Rio de Janeiro, que atua na região de Rio das Pedras, zona oeste da cidade. As ações são acompanhadas pela promotora do Gaeco Letícia Emili, responsável pelo caso de Marielle .

Cinco pessoas já foram detidas, entre elas, o major da Polícia Militar Ronald Paulo Alves Pereira, Maurício Silva da Costa, tenente reformado da PM e apontado como chefe da milícia. O  ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega está foragido. As informações são do jornal O Dia.  

O combate à grilagem de terras por parte de Marielle já foi apontado como um provável motivo para a morte da parlamentar.

"Ela estava lidando em determinada área do Rio controlada por milicianos, onde interesses econômicos de toda ordem são colocados em jogo. No momento em que determinada liderança política, membro do legislativo, começa a questionar as relações que se estabelecem naquela comunidade, afeta os interesses daqueles grupos criminosos", disse o então secretário de Segurança Pública do Rio, general Richard Nunes, em dezembro do ano passado.

Ainda de acordo com a investigação, suspeita-se que dois dos alvos de prisão comandem o chamado Escritório do Crime, braço armado da milícia , especializado em assassinatos por encomenda. A polícia trabalha com a linha de investigação de que o grupo é responsável pela execução da morte da vereadora.

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Uma outra linha de investigação aponta que uma outra milícia teria matado a parlamentar a mando do também vereador Marcello Siciliano (PHS). Em depoimento, Renato Nascimento dos Santos, conhecido como Renatinho Problema, afirmou que levou o miliciano Orlando Curirica, suspeito de envolvimento no caso, para se encontrar com o político. O parlamentar nega veementente as acusações.

No início de janeiro, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse que as investigações sobre o caso  Marielle  Franco estão próximas de um desfecho e que talvez isso aconteça até o final deste mês. 

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