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Metroviários decidiram mobilizar greve do Metrô no início do próximo mês; linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata podem ser afetadas por 24h

Sindicato promete paralisar serviços das principais linhas do Metrô no início de fevereiro
Edson Lopes JR/A2 Fotografia - 11.11.13
Sindicato promete paralisar serviços das principais linhas do Metrô no início de fevereiro

O Metrô de São Paulo pode entrar em greve no dia 5 de fevereiro, durante 24 horas, de acordo com o sindicato dos metroviários. A decisão foi tomada durante reunião na sede do sindicato, na noite dessa quinta-feira (17), e pode afetar as linhas 1-Azul (Jabaquara/Tucuruvi), 2-Verde (Vila Madalena/Vila Prudente), 3-Vermelha (Palmeiras-Barra Funda/Corinthians-Itaquera) e 15-Prata (Vila Prudente/Vila União).

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Durante reunião, a categoria declarou estado de greve e votou em um “plano de lutas” para os trabalhadores. O sindicato se colocou contra o processo de privatizações e terceirização das bilheterias das estações do Metrô de São Paulo, que começou em julho de 2017, com a linha 7-Lilás (Chácara Klabin/Capão Redondo), hoje privatizada e sob a gestão do Grupo CCR.

A categoria também cobrou manutenção da segurança dos funcionários , da escala-base e da equiparação. Um apelo para que seja iniciada uma campanha salarial também estava entre as reinvindicações do sindicato.

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O grupo ainda foi contra a punição dada ao coordenador-geral dos metroviários, Alex Fernandes, após ter participado de movimentos grevistas realizados no ano passado. O sindicato alegou que a empresa “cercou a liberdade de expressão do companheiro” que foi impedido de trabalhar.

Foram convocadas para as próximas semanas, além da paralisação do Metrô, atos, mutirões dentro das estações e nas regiões centrais da cidade, reuniões e assembleias para discutir sobre as reinvindicações, durante todo esse período em que o sindicato ficará em estado de greve, que deve terminar no dia 22 de fevereiro.

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Porém a paralisação do Metrô ainda não é certa. Uma nova reunião está prevista para ser realizada no dia 4 de fevereiro – um dia antes da greve – a fim de decidir se o ato realmente irá acontecer.

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