Tamanho do texto

Jefte Ferreira dos Santos contribuiu na logística e no transporte da quadrilha que matou criminosos, assassinados em 15 de fevereiro do ano passado

Jefte dos Santos, preso por envolvimento no assassinato de Gegê do Mangue e Paca
REPRODUÇÃO/POLÍCIA FEDERAL
Jefte dos Santos, preso por envolvimento no assassinato de Gegê do Mangue e Paca

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (16), em Itanhaém, litoral de São Paulo, Jefte Ferreira dos Santos, acusado de envolvimento no  assassinato dos líderes do PCC Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, em fevereiro do ano passado. 

Jefte era considerado foragido e foi denunciado pelo Ministério Público por participação no assassinato de Gegê do Mangue e Paca. Ele foi preso em Itanhaém, onde estava em uma casa de praia com a namorada. Depois, foi levado para a Superintendência da PF na capital e deve ser transferido para o Ceará, onde ocorre a investigação do caso.

De acordo com o Ministério Público do Ceará, Jefte não participou do crime de forma direta, mas contribuiu na logística e no transporte de executores. Ele e sua mãe também recepcionaram parte da quadrilha que matou os criminosos em um hotel de Fortaleza. 

Os dois líderes da facção foram assassinados no dia 15 de  fevereiro e encontrados no dia seguinte, em uma área de mata em Aquiraz, região metropolitana de Fortaleza. Segundo o Ministério Público , eles foram mortos por roubarem o próprio PCC em ações de exportações de drogas. 

Leia também: Moro cria órgão de inteligência para combater ações de facções em presídios

A polícia acredita que os dois estivessem controlando o tráfico de drogas no Paraguai e atuando também na Bolívia, além de participarem de assaltos a bancos. A suspeita é de que o assassinato dos chefes da facção tenha sido ordenado por Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como Fuminho, o principal líder do PCC em liberdade atualmente.

No mesmo mês, outros três integrantes que teriam participado do assassinato dos dois chefes também foram mortos no bairro Tatuapé, zona leste de São Paulo. Segundo a polícia, as mortes foram consideradas "queima de arquivo". 

Depois, Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro , e Eduardo Ferreira da Silva, o Borel, também foram assassinados a tiros. Em julho, foi a vez de Cláudio Roberto Ferreira, conhecido como Galo, que morreu tendo o carro atingido por 70 tiros de fuzil. 

Gegê do Mangue era considerado um dos principais chefes do PCC pelo Ministério Público de São Paulo. Ele já tinha sido condenado a 47 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha armada.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.