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Chefe do DHPP do RJ prometeu reforçar equipe de investigação e disse que há diversos suspeitos e dados em análise, mas não deu prazo para conclusão

Marielle Franco e seu motorista foram assassinados no dia 14 de março de 2018
Reprodução/Anistia Internacional
Marielle Franco e seu motorista foram assassinados no dia 14 de março de 2018

O delegado Antônio Ricardo, que tomou posse nesta quinta-feira (9) como diretor do recém-criado Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do Rio de Janeiro, informou que a equipe que investiga o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes, será reforçada.

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Antônio Ricardo também afirmou que o delegado Giniton Lages, que comanda a investigação atualmente, cuidará exclusivamente do caso Marielle Franco a partir de hoje. “O delegado Giniton ficará exclusivo nesse caso. Nós vamos colocar mais delegados e mais agentes na Delegacia de Homicídios. A equipe que está à frente da investigação já me apresentou o trabalho que vem sendo feito ao longo desses meses", disse. 

Na avaliação do novo chefe do DHPP, o trabalho avançou e a equipe quer esclarecer o caso, mas não há prazo para conclusão do inquérito. "Temos suspeitos e uma série de dados ainda em análise, e não queremos concluir essa investigação com a menor margem de dúvida para a defesa. Queremos concluir a investigação o quanto antes, mas com a maior riqueza de provas possível”, afirmou. 

Antônio Ricardo evitou associar a morte de Marielle e Anderson Gomes à motivação política. Até agora, apenas o miliciano Orlando de Curirica foi detido, citado em depoimento de testemunhas como o mandante dos assassinatos e o ex-PM conhecido como Renatinho Problema , que é integrante da mesma milícia. 

Além disso, o vereador Marcello Siciliano (PHS) também é suspeito de ter sido um dos mandantes dos crimes e de ser ligado às milícias que teriam executado Marielle e seu motorista. Ele negou e pediu a federalização do caso. 

No mesmo dia da operação na casa do vereador, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, general Richard Nunes, deu entrevista ao jornal  O Estado de São Paulo  e afirmou que a vereadora e seu motorista foram mortos por milicianos que acreditavam que a parlamentar poderia  atrapalhar seus planos de grilagem de terras na zona oeste do Rio.

O assassinato de Marielle Franco e Anderson completou 300 dias sem resposta nesta terça-feira. Eles voltavam do evento "Jovens Negras Movendo as Estruturas" no dia 28 de março quando foram executados no bairro do Estácio, região central da capital fluminense. A vereadora coordenava a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania na Assembleia Legislativa e se destacava ao denunciar os ocorridos durante a intervenção federal do Rio. 

*Com informações da Agência Brasil

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