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Estação é marcada pela elevação da temperatura, dias maiores que as noites e por mudanças rápidas nas condições de tempo, como chuvas repentinas

No Nordeste, o verão será mais quente no Maranhão, centro e sul do Piauí, sul do Ceará e no oeste de Pernambuco
Agência Brasil
No Nordeste, o verão será mais quente no Maranhão, centro e sul do Piauí, sul do Ceará e no oeste de Pernambuco

Os últimos dias foram quentes em grande parte do território brasileiro. Nas redes sociais, as piadas sobre o calor excessivo e a anual 'guerra' entre os amantes do sol e os amantes do frio já começou há alguns dias. Porém, o verão no Hemisfério Sul só começa oficialmente às 20h22 desta sexta-feira (21). A estação mais quente do ano vai até o dia 20 de março de 2019.

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verão , de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), é caracterizado pela elevação da temperatura, pelos dias mais longos que as noites, e pelas mudanças rápidas nas condições de tempo – como chuva forte, queda de granizo, vento com intensidade variando de moderada a forte e descargas elétricas.

Segundo as previsões do Inmet, o período será de  chuva frequente em praticamente todo o País. A regra tem como exceção o extremo sul do Rio Grande do Sul, o nordeste de Roraima e o leste do Nordeste. De acordo com as estimativas, os maiores volumes de precipitação são esperados para o sudeste do Amazonas e o norte de Mato Grosso, entre os meses de dezembro e fevereiro.

“Devido às suas características climáticas, o verão é especialmente importante para atividades econômicas como a agropecuária, a geração de energia, por meio das hidrelétricas, e para a reposição hídrica e manutenção dos reservatórios de abastecimento de água em níveis satisfatórios”, informou o instituto.

Segundo as previsões, a Região Norte deve apresentar forte variabilidade espacial na distribuição de chuva nesta estação. Essa chuva deve ficar acima da média no Tocantins, grande parte do Amapá e de Roraima, além do oeste e sul do Pará e sul do Acre e Rondônia. No Amazonas, por sua vez, a chuva deve ficar ligeiramente abaixo do normal, com exceção apenas do leste do estado.

“É importante destacar que, com o fenômeno El Niño confirmado nesta estação, sua atuação ficará mais concentrada na parte norte, com tendência de redução da chuva e elevação da temperatura em relação à média”, destacou o Inmet.

Já no Nordeste, a previsão indica predomínio de áreas com maior probabilidade de chuva acima da média na Bahia, do litoral de Alagoas até o Rio Grande do Norte e no sul do Piauí e do Maranhão. Nas outras áreas, a chuva deve ficar próxima à média ou ligeiramente abaixo durante a estação. Além disso, a temperatura estará mais elevada no Maranhão, centro e sul do Piauí, sul do Ceará e no oeste de Pernambuco.

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No Centro-Oeste, a estação deve ser de alta probabilidade de a chuva ocorrer de normal a ligeiramente acima do normal em grande parte da região, exceto no sul de Mato Grosso do Sul, onde ela será mais próxima à média, ou ligeiramente abaixo. A temperatura prevista para a região deve ficar acima da média, especialmente em Mato Grosso do Sul, no norte de Mato Grosso e sul de Goiás.

A previsão nos próximos três meses para a região Sudeste é de chuva variando de normal a ligeiramente acima do normal em grande parte de Minas Gerais, no centro-norte do Espírito Santo e no centro de São Paulo. No Rio de Janeiro, a chuva deve ficar ligeiramente abaixo do normal.

“Porém, vale destacar que a ocorrência de tempestade (chuva e ventos fortes que podem ser acompanhadas de granizo) é normal durante o verão na Região Sudeste e não está descartada”, alertou o instituto.

Enquanto isso, no Sul, o modelo estatístico do Inmet prevê chuva ligeiramente acima do normal no sul, centro e oeste do Rio Grande do Sul, leste de Santa Catarina e norte do Paraná. Nas demais áreas, a chuva deve variar dentro da faixa normal ou ligeiramente abaixo.

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A temperatura fica um pouco acima da média em praticamente toda a região durante o verão ; a exceção é apenas o sul do Rio Grande do Sul, onde pode ficar dentro da normalidade.

* Com informações da Agência Brasil.

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