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Serão cumpridos mandados de busca e apreensão em 180 endereços; grupo controlava diversas comunidades da zona oeste da capital e da baixada

A milícia investigada nesta operação é, segundo o MPRJ, comandada por Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko
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A milícia investigada nesta operação é, segundo o MPRJ, comandada por Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko

Agentes do Departamento Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB) e da 50ª DP (Itaguaí) realizam em conjunto, na manhã desta quinta-feira (20), uma megaoperação contra 118 acusados de integrar o que pode ser a principal milícia do Rio de Janeiro. A ação ocorre em 23 bairros da capital fluminense. 

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A megaoperação, que também conta com o apoio de diversas delegacias e das Forças Armadas, visa cumprir ainda mandados de busca e apreensão em 180 endereços. De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que também participa da ação, a milícia investigada controla várias comunidades da zona oeste da cidade do Rio e da Baixada Fluminense.

As investigações apontam que o grupo seria comandado por Wellington da Silva Braga, um dos milicianos , conhecido como Ecko ou Didi. Os criminosos, que controlariam comunidades como as do Aço, Rodo e Antares de Três Pontes, na zona oeste, continuam expandindo seus territórios pelo estado.

A ação é realizada no munícipio em Itaguaí e nos bairros de Campo Grande, Santa Cruz, Paciência, Sepetiba, Cosmos, Inhoaíba, Campinho e Praça Seca. 

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Entre os alvos dos mandados de prisão estão alguns suspeitos de trabalhar como auxiliares diretos de Ecko e outros integrantes do braço armado do grupo, que é responsável por extorquir comerciantes e moradores e por ameaçar vítimas e desafetos.

Segundo o MPRJ, o grupo estaria cobrando uma chamada “ taxa de segurança ” de moradores, ambulantes e comerciantes, que seriam obrigados a pagar sob risco de agressões e assassinatos. Entre os 118 alvos dos mandados de prisão preventiva, estão dois PMs e um ex-PM.

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Essa megaoperação é um desdobramento da Operação Freedom, deflagrada no começo de novembro, na qual foram expedidos 43 mandados de prisão preventiva e 96 mandados de busca e apreensão. Hoje, cerca de 200 policiais civis e 1.700 militares das Forças Armadas participam da ação contra a milícia que atua fortemente no Rio de Janeiro.

* Com informações da Agência Brasil.

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