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Policiais militares do 22º Batalhão da PM são principais alvos da ofensiva deflagrada em 19 municípios de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais

Operação contra suspeitos de ligação com o PCC mira policiais do 22º Batalhão
Divulgação/MP-SP
Operação contra suspeitos de ligação com o PCC mira policiais do 22º Batalhão

Foi deflagrada nesta terça-feira (18) megaoperação contra 59 suspeitos de ligação com a facção criminosa PCC . Quase todos os alvos dos mandados de prisão (54) são policiais militares que atuam no 22º Batalhão da PM em São Paulo, que atua na zona sul da capital paulista. Os demais cinco suspeitos são civis apontados como integrantes da organização criminosa.

A operação contra o PCC é realizada por força-tarefa que integra a Corregedoria da Polícia Militar, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (Gaeco) e o Comando de Policiamento de Choque da Polícia Militar.

São cumpridos, desde as primeiras horas desta terça-feira, 86 mandados de busca e apreensão (70 expedidos pela Justiça Militar e 16 expedidos pela Justiça Comum) e 59 mandados de prisão. A operação é desencadeada em 19 municípios em três Estados (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro).

De acordo com o último balanço divulgado pelo Ministério Público, 48 policiais e 3 civis que aparecem no ról de alvos da operação já foram presos. Também foram apreendidas ao menos uma arma de fogo, dinheiro e droga. As quantidades não foram informadas.

A ofensiva desta terça-feira é um desdobramento das investigações da Operação Ubirajara, iniciadas em fevereiro, e se baseia em provas obtidas por meio de grampo telefônico em mais de 82 mil ligações entre os investigados, bem como na apreensão de documentos e de outros materiais.

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A investigação foi conduzida pela Corregedoria da PM , que apurou ligação entre policiais militares do 22º Batalhão com atividades ilícitas. Foram identificadas supostas práticas de crimes de corrupção passiva, concussão, associação ao tráfico de drogas, integrar organização criminosa , além de outros ilícitos penais militares e comuns.

Os policiais investigados são alvos de mandado de prisão preventiva, que não tem prazo para soltura. Já os civis tiveram a prisão temporária ordenada, que tem duração de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco. O Inquérito Policial Militar está em segredo de Justiça.

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A operação de hoje foi batizada de Katrina – mesmo nome do furacão que arrasou a costa leste dos EUA em 2005 – em referência "à devastação de um esquema de corrupção sistêmico instalado na zona sul de São Paulo", segundo explicou o MP-SP. Foram empenhados na ofensiva contra o PCC 450 policiais militares – dos quais, 280 PMs corregedores –, 170 policiais da Tropa de Choque e promotores de Justiça do Gaeco.

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