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Médium passou sua segunda noite consecutiva em uma cela em de 16m², ao lado de outros dois detentos; promotoria já registrou mais de 400 acusações

João de Deus foi visto por pouco tempo na Casa Dom Inácio Loyola, em Abadiânia, na última quarta-feira
Marcelo Camargo/ABr
João de Deus foi visto por pouco tempo na Casa Dom Inácio Loyola, em Abadiânia, na última quarta-feira

A Justiça de Goiás, responsável pelas investigações a respeito das denúncias contra o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, de 76 anos, deve decidir, nesta terça-feira (18), se aceita ou não o  pedido de habeas corpus feito nesta segunda-feira (17) pela defesa do acusado.

A intenção da defesa é que João de Deus tenha a sua prisão preventiva transformada em prisão domiciliar, com o uso de tornozeleira. O argumento utilizado pelos advogados se baseia na idade avançada do médium e no seu estado de saúde.

Tal decisão pode ocorrer em um momento em que a força-tarefa – criada pelo Ministério Público de Goiás, para apurar as acusações de abusos sexuais contra o médium – recebeu 506 relatos de mulheres que denunciam crimes sexuais. Há uma semana, desde que o grupo foi criado, o número de denúncias aumenta.

Nessa segunda (17), a promotoria informou ter registrado mais de 400 acusações contra o médium. Nem todas, porém, serão transformadas em inquéritos, já que o tempo decorrido desde o crime interfere na decisão judicial.

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Enquanto isso, pela segunda noite consecutiva, o médium mundialmente conhecido dormiu em uma cela de 16 metros quadrados com pia e vaso sanitário, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, denominado Núcleo de Custódia. Outros dois detentos dividem a cela com João.

O pedido de prisão preventiva se sustentou em 15 denúncias já formalizadas em Goiânia – todas por crimes sexuais.

O líder espiritual se entregou, no último domingo (16), em uma estrada de terra na região de Abadiânia, em Goiás. De acordo com os advogados, o lugar foi escolhido para preservá-lo. Policiais, porém, confirmaram que houve uma longa negociação para ele se entregar.

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Os advogados reiteram a inocência do cliente e levantam dúvidas sobre o comportamento das possíveis vítimas e o conteúdo de seus depoimentos. A polícia também investiga a a movimentação de cerca de R$ 35 milhões nas contas de João de Deus .

* Com informações da Agência Brasil.

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