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No total, foram 113 jornalistas mortos por exercerem a profissão em 30 países; Afeganistão vem em primeiro lugar, com 17 casos, seguido do México

Os países que mais tiveram jornalistas mortos nos últimos cinco anos
Reprodução/PEC
Os países que mais tiveram jornalistas mortos nos últimos cinco anos

O Brasil está em oitavo lugar na lista de países que tiveram mais mortes de jornalistas em 2018, segundo um levantamento divulgado pela Press Emblem Campaign (PEC) nesta segunda-feira (17). No total, foram 113 mortos por exercerem a profissão em 30 países, sendo quatro brasileiros. 

O número total de assassinatos de jornalistas em 2018 representa aumento de 14% em relação ao ano passado. Os países que tiveram o maior número de vítimas foram Afeganistão e México, com 17 cada um. 

A Síria vem em terceiro lugar, com 11 jornalistas assassinados, seguido do Iêmen e Índia, com 8 casos. Os Estados Unidos também estão entre os países que mais ameaçam a profissã. O ataque que deixou seis mortos no jornal Capital Gazette , em junho, coloca os norte-americanos em sexto lugar na lista. 

O Brasil fica em oitavo lugar, com 4 casos. O jornalista Jairo Sousa foi um deles, assassinato em junho por dois homens, que não foram identificados, com dois tiros quando entrava na Rádio Pérola, em Bragança, no Pará. Segundo as investigações, Jairo foi morto porque fazia denúncias diárias contra a administração pública da região em seu programa de rádio. 

Em janeiro, Jefferson Pureza Lopes, da rádio Beira Rio FM de Goiás assistia televisão em sua casa e dois homens atiraram nele. Segundo a PEC, Lopes também era crítico da corrupção e má administração dos políticos locais. No mesmo mês, Ueliton Bayer Brizon, do jornal de Rondônia, também foi assassinado. O caso de Marlon Carvalho, das rádios Gazeta/Jacuipe, na Bahia, foi o caso mais recente, em agosto.

O Brasil também aparece entre os nove países mais perigosos para se trabalhar como jornalista nos últimos cinco anos. Foram 22 mortes entre 2014 e 2018, o primeiro é a Síria, com 64 (foto acima). 

Em uma década, a PEC estima que 1,2 mil jornalistas foram mortos em todo o mundo por seguirem a profissão, o que representa mais de dois casos por semana. A entidade afirma que a comunidade internacional está longe de conseguir cumprir a meta da Unesco de reduzir em 50% o número de mortes da profissão.

Veja a lista completa: 

  1. Afeganistão (17)
  2. México (17)
  3. Síria (11)
  4. Iêmen (8)
  5. Índia (8)
  6. Estados Unidos (6)
  7. Paquistão (5)
  8. Brasil (4)
  9. Filipinas (4)

A Comissão de Proteção para Jornalistas (CPJ), também divulgou recentemente que pelo terceiro ano consecutivo, ao menos 251 estão presos por exercerem seu trabalho. o censo do CPJ verificou que 70% foram presos por acusações contra o Estado e 28 acusados ​​de divulgar "notícias falsas". 

Em 2018, o caso que mais repercutiu pelo mundo foi o do assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi , morto dentro do consulado do seu país em Istambul, na Turquia. O suspeito de ser o mandante do crime é o príncipe herdeiro da Arábia Saudita. Após a repercussão mundial, Khashoggi foi eleito  Personalidade do Ano pela revista Time, junto com outros jornalistas ameaçados em outros países. 

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