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Governador eleito do estado também quer levar imigrantes para outras partes do País: "O povo roraimense é acolhedor, mas não temos estrutura"

Durante a campanha eleitoral, o futuro governador de Roraima já havia defendido a adoção de medidas mais restritivas na fronteira, como a exigência de antecedentes criminais por parte dos imigrantes
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Durante a campanha eleitoral, o futuro governador de Roraima já havia defendido a adoção de medidas mais restritivas na fronteira, como a exigência de antecedentes criminais por parte dos imigrantes

O governador eleito de Roraima, Antonio Denarium (PSL), escolhido pelo presidente Michel Temer para ser interventor federal de Roraima, disse que vai restringir a entrada de venezuelanos no País pela fronteira do estado, na cidade de Pacaraima.

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Em entrevista à GloboNews concedida neste domingo (9), o futuro governador de Roraima afirmou que vai atuar junto com o Governo Federal para limitar o ingresso de venezuelanos no País, além de fazer um trabalho de "interiorização" dos imigrantes "para outros estados do Brasil". 

Durante a campanha eleitoral, o correligionário de Jair Bolsonaro já havia defendido a adoção de medidas mais restritivas na fronteira, como a exigência da apresentação de antecedentes criminais por parte dos imigrantes, por exemplo. "O povo roraimense é acolhedor. [Mas] Nós não temos estrutura, não temos como atender tantos venezuelanos ", declarou Denarium.

Ainda à GloboNews , o governador eleito afirmou que o fluxo diário em Pacaraima é de mil venezuelanos por dia. Os números oficiais divulgados mais recentemente, porém, estimam que seja de 300 imigrantes.

Entenda a intervenção em Roraima

Em virtude da crise na segurança pública e penitenciária do estado, o presidente Michel Temer determinou, no último dia 7, a intervenção federal em Roraima até o dia 31 de dezembro:
Conselho de Defesa Nacional/Presidência da República
Em virtude da crise na segurança pública e penitenciária do estado, o presidente Michel Temer determinou, no último dia 7, a intervenção federal em Roraima até o dia 31 de dezembro: "É a única saída"

Em Roraima, agentes penitenciários deixaram de trabalhar e policiais civis paralisaram por 72 horas para protestar contra os salários atrasados. Os policiais militares, que não podem fazer greve, receberam o apoio de suas esposas, que bloquearam as entrada e saída de batalhões como forma de protesto.

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Em virtude desta crise na segurança pública e penitenciária do estado, Temer determinou, no último dia 7, a intervenção federal em Roraima até o dia 31 de dezembro. O presidente conversou com a governadora do estado,  Suely Campos , e explicou que a medida era a única saída para o problema.

“Há pouco falei com a senhora governadora e disse que a única hipótese para solucionar essa questão, especialmente aquela de natureza salarial, seria decretar a intervenção até a posse do novo governador", disse Temer em breve pronunciamento. "Ela acha que, de fato, a situação está se complicando e que a melhor solução seria essa. Queremos pacificar as questões”.

A intervenção federal no estado já havia sido solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo risco de rebeliões em unidades prisionais. No pedido, a PGR descreveu situações, baseadas em relatórios do Ministério Público, como falta de separação entre detentos de regimes aberto, semiaberto e fechado, atraso no pagamento de salários de agentes penitenciários e fornecimento de comida azeda e insuficiente aos presos.

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Agora, depois de Roraima , o Brasil tem dois estados sob intervenção federal. O outro é o Rio de Janeiro. 

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