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Brasil e Argentina deflagram operação conjunta de combate à pedofilia; no território nacional, mandados são cumpridos em 18 estados e também no DF

Ações da PF e da Polícia Civil apuram crimes de pedofilia e de compartilhamento e armazenamento de pornografia infantil
Reprodução/Twitter
Ações da PF e da Polícia Civil apuram crimes de pedofilia e de compartilhamento e armazenamento de pornografia infantil

Agentes da Polícia Civil deflagraram, nesta quinta-feira (22), a terceira fase da Operação Luz na Infância, que apura crimes relacionados a pornografia infantil. Coordenada pelo Ministério da Segurança Pública, a ação ocorre em 18 estados e no Distrito Federal (DF). Ao todo, serão cumpridos 69 mandados de busca e apreensão. 

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Também nesta quinta, a Polícia Federal deflagrou a Operação Atalaia, que investiga os mesmos delitos. Somadas, as ações da Polícia Federal e da Polícia Civil , até a última atualização desta reportagem, prenderam em flagrante 54 pessoas. 

Em uma nota divulgada pelo Ministério da Segurança Pública, expõe-se que a operação dá “continuidade aos trabalhos de identificação de crimes relacionados ao abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados no meio cibernético”.

Da Luz na Infância, também participa o Corpo de Investigações Judiciais (CIJ) do Ministério Público Fiscal da Cidade Autônoma de Buenos Aires, na Argentina. O CIJ cumpre simultaneamente no país vizinho 41 mandados de busca e apreensão.

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“Os alvos internacionais foram identificados após atuação conjunta entre a Diretoria de Inteligência da Senasp e autoridades policiais da Argentina. As ações simultâneas realizadas no Brasil e na Argentina mobilizam um efetivo aproximado de mil policiais”, diz a nota do ministério.

A primeira fase da Operação Luz na Infância foi deflagrada em outubro do ano passado. Na ocasião, foram cumpridos 157 mandados e 112 abusadores acabaram presos, vários em flagrante. Na segunda edição, ocorrida em maio de 2018, houve cumprimento de 579 mandados de busca e apreensão, resultando na prisão de 251 pessoas suspeitas de cometerem os mesmos delitos.

Entre os crimes identificados nas duas operações deflagradas nesta quinta-feira, estão o armazenamento, o compartilhamento e a produção de pornografia infantil . As penas variam de 1 a 8 anos de prisão. Guardar fotos ou vídeos com esse tipo de conteúdo também é considerado crime.

As operações ocorrem nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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Todas as ações no Brasil estão sendo coordenadas entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e a Polícia Civil de cada um dos estados envolvidos, além do DF.

* Com informações da Agência Brasil.

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