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Ministro da Segurança Pública afirma que recebeu denúncia de testemunha de que uma "organização criminosa" atua para obstruir investigações do caso

Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anunciou que Polícia Federal vai abrir investigação sobre possível obstrução no esclarecimento do caso Marielle Franco
Reprodução/Youtube
Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anunciou que Polícia Federal vai abrir investigação sobre possível obstrução no esclarecimento do caso Marielle Franco

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anunciou nesta quinta-feira (1º) em Brasília (DF) que a Polícia Federal vai abrir uma investigação para apurar uma suposta obstrução na investigação do caso Marielle Franco, ex-vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, por parte de uma "organização criminosa".

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Segundo o ministro, a investigação de uma possível obstrução no esclarecimento do caso Marielle Franco foi estabelecida após pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a partir de dois depoimentos de testemunhas colhidos por procuradores federais.

Apesar de não revelar a identidade das testemunhas, o ministro deu detalhes sobre a abertura do inquérito por parte da Polícia Federal. Segundo ele, a suposta organização criminosa que estaria desviando e praticando obstrução na investigação do homicídio inclui "a participação de agentes públicos, milicianos e a contravenção", e, portanto, a entrada da PF no caso se torna necessária "por envolver indícios de coação no curso do processo, fraude processual, favorecimento pessoal, patrocínio infiel, exploração de prestígio, falsidade ideológica, fraudes e um eventual crime de corrupção."

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Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, prometeu que PF vai investigar obstrução na investigação do caso Marielle Franco por parte de uma organização criminosa
Isaac Amorim/MESP
Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, prometeu que PF vai investigar obstrução na investigação do caso Marielle Franco por parte de uma organização criminosa

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann , ainda fez questão de esclarecer que a Polícia Federal não está assumindo a investigação do próprio caso Marielle Franco, mas de uma possível obstrução nessas investigações que seguem sob responsabilidade do Ministério Público e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

"Vai ter duas investigações em paralelo. A da morte de Marielle continua. Mas vai ter outro eixo, que vai investigar, seja quem está dentro do poder público, ou quem está fora. É uma investigação da investigação, vamos assim dizer [...] Se levar luz sobre quem matou Marielle Franco, é uma possibilidade, mas não é esse o objeto", disse Jungmann.

Vale dizer, no entanto, que em agosto deste ano, o ministro da Segurança Pública chegou a oferecer que a Polícia Federal assumisse a investigação principal do caso Marielle Franco. O presidente Michel Temer autorizou a atuação da PF no caso, mas, para que isso ocorresse, era preciso que os interventores federais na área de segurança do Rio de Janeiro fizessem o pedido oficialmente, mas a Polícia Civil do Rio de Janeiro recursou a oferta.

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A ex-vereadora que era uma grande defensora das minorias e dos direitos humanos e que denunciava a atuação truculenta de policiais nas comunidades mais carentes do Rio de Janeiro e seu motorista, Anderson Gomes, foram brutalmente assassinados a tiros numa emboscada ainda em março deste ano. Até agora, porém, a Polícia ainda não esclareceu o  caso Marielle Franco .

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