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Segundo a direção do museu, 80% dos fragmentos do crânio de Luzia foram identificados; em breve, o maior tesouro da instituição será remontado

Por enquanto, 80% dos fragmentos do crânio de Luzia estão identificados; entenda o processo de remontagem
Divulgação
Por enquanto, 80% dos fragmentos do crânio de Luzia estão identificados; entenda o processo de remontagem

Os pesquisadores responsáveis pelo resgate das obras que estavam abrigadas no Museu Nacional no Rio de Janeiro – depois do incêndio que destruiu o local no último dia 2 de setembro – anunciaram, nesta sexta-feira (19), que encontraram o crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo do Brasil.

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De acordo com a direção do museu, 80% dos fragmentos do  crânio de Luzia estão identificados. Agora, os pesquisadores estão na fase de recuperação dos fragmentos e, em seguida, o fóssil será remontado. No início da tarde, uma entrevista coletiva foi convocada para comemoração do achado. 

A direção do Museu Nacional afirmou que, apesar de 20% do fóssil ainda não ter sido encontrado, esse número ainda pode mudar. Além disso, por causa do incêndio, a peça sofreu danos, mas a notícia não deixa de ser boa para a comunidade historiadora. 

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"Nós conseguimos recuperá-lo. É claro que, em virtude do acontecimento, ele sofreu alterações, tem alguns danos. Mas nós estamos comemorando", disse a arqueóloga Cláudia Rodrigues, que coordena a escavação dos escombros do museu . "O crânio foi encontrado fragmentado, e a gente vai trabalhar na reconstituição. Pelo menos 80% dos fragmentos foram identificados", confirmou. 

De acordo com os técnicos da instituição, foram encontradas partes do frontal (a testa e o nariz), partes da lateral, ossos que são mais resistentes e o fragmento de um fêmur que também pertencia ao fóssil e estava guardado. Além disso, uma parte da caixa onde o crânio estava também foi recuperada.

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O esqueleto de Luzia é o mais antigo encontrado nas Américas e fazia parte da coleção de antropologia. O fóssil é de uma mulher entre 20 e 25 anos e foi encontrado Lagoa Santa, Minas Gerais. O crânio de Luzia era considerado o maior tesouro do museu, que reunia mais de 20 milhões de itens, divididos em coleções de paleontologia, zoologia, botânica, antropologia, arqueologia, entre outras.

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